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O Evangelho de João

Introdução e Capítulo Um 

Esboço do Livro e o Primeiro Capítulo 
I. O período de consideração - 1:19 ; 6:71 
“Ainda não é chegada a minha hora” - 2:4 
1. Cristo e os discípulos - 1:19 ; 2:4 PRIMEIRO SINAL 2:1-12 
2. Cristo e os judeus - 2:13 ; 3:36 
3. Cristo e os samaritanos - 4:1-54 SEGUNDO SINAL 4:43-54 
4. Cristo e os líderes judeus - 5:1-47 TERCEIRO SINAL 5:1-9 
5. Cristo e a multidão - 6:1-71 QUARTO E QUINTO SINAIS 6:1-21 
Crise número 1 - 6:66-71 - Muitos não andavam com Ele. 

II. O período de conflito 7:1 ; 12:50 
(Note a oposição dos judeus a Cristo: 7:1,19,23,30,32,44 ; 8:6,37,48,59 ; 9:22,34 ; 10:20,31-33,39 ; 11:8,16,4657 ; 12:10) 
“Ninguém lançou mão dele, porque ainda não era chegada a sua hora” - 7:30 
1. Conflito acerca de Moisés - 7:1 ; 8:11 
2. Conflito acerca de Abraão - 8:12-59 
3. Conflito acerca da sua alegação de ser o Filho de Deus - 9:1 ; 10:42 SEXTO SINAL 9:1-7 
4. Conflito acerca do seu poder - 11:1 ; 12:11 SÉTIMO SINAL 11:38-44 
Crise número 2 - 12:12-50 - Muitos não acreditavam nele.
III. O período de clímax - 13:1 , 20:42 
“Sabendo Jesus que já era chegada a sua hora” - 13:1 
“Pai, é chegada a hora” 17:1 
1. Clímax para a preparação para a cruz - 13:1 ; 17:26 
2. Clímax da incredulidade dos judeus - 18:1 ; 19:42 
Crise número 3 - 19:13-22 - Jesus foi crucificado 
3. Clímax da fé dos discípulos - 20:1-31 OITAVO SINAL 21:1-6 
cap. 21:1-25 EPÍLOGO
Introdução ao Evangelho de João 
I. O tema do Livro 
1. Versos Chaves - João 20:30-31. O tema de João é CRISTO O FILHO DIVINO DE DEUS. Este livro trata os sinais que Cristo deu durante seu ministério aqui no mundo, sinais que provam a sua divindade. Este sinais foram vistos por seus discípulos e são verdadeiros. João quer que os homens creiam no Senhor Jesus e recebam a vida eterna pelo seu nome. 
2. Comparação com os outros evangelhos - Os primeiros três evangelhos são chamados “os evangelhos sinópticos”. Sinópticos vem da palavra no grego que significa “ver juntos”. Mateus, Marcos e Lucas apresentam a vida de Cristo numa maneira semelhante, cada um dando a sua própria ênfase. 
Mateus apresenta Cristo como REI DOS JUDEUS. 
Marcos apresenta Cristo como um SERVO, escrito principalmente aos romanos . 
Lucas apresenta Cristo como FILHO DO HOMEM, escrita principalmente aos gregos. 
João apresenta Cristo como o FILHO DE DEUS e escreve ao mundo todo 
Os três primeiros evangelhos tratam principalmente os acontecimentos na vida de Cristo, enquanto João trata o significado destes acontecimentos. João apresenta verdades mais profundas e que não existem nos outros três evangelhos. Por exemplo, todos os quatro evangelhos apresentam a multiplicação dos pães, mas somente João conta a mensagem do Pão da Vida que explica porque Cristo multiplicou os pães. 
3. Palavras Chaves - Note que no evangelho de João se repete as seguintes palavras: vida, crê, luz, escuridão, verdade, testemunho, mundo, glória, receber, Pai, vem, eterno, e eternidade. 
II. Cristo no Evangelho de João 
João dá ênfase à pessoa de Cristo e não somente ao Seu trabalho. João escreveu várias mensagens onde Cristo fala de si mesmo e explica sua missão no mundo. Note também, sete vezes quando Cristo diz “Eu Sou”. 
Eu Sou o Pão da Vida - 6:35,41,48,51 
Eu Sou a Luz do Mundo - 8:12 ; 9:5 
Eu Sou a Porta - 10:7-9 
Eu Sou o Bom Pastor - 10:11,14 
Eu Sou a Ressurreição e a Vida - 11:25 
Eu sou o Caminho, a Verdade, e a Vida - 14:6 
Eu Sou a Videira Verdadeira - 15:1 
Estes nomes referem-se à divindade de Cristo; porque um nome de Deus é “Eu Sou” (Êx. 3:14). Cristo usou as mesmas palavras “Eu Sou” quando falou de si mesmo em geral: 4:26 ; 8:28,58 ; 13:19 ; 18:5,6,8. É impossível ler o evangelho de João sem saber que Cristo é o verdadeiro FILHO DE DEUS. 
III. Os sinais no evangelho de João 
Entre os muitos milagres que Jesus fez, João escolheu sete para provar a divindade do Filho de Deus. (O oitavo no cap. 21 foi feito somente para os discípulos.) Estes milagres tem uma ordem (note 4:54 , “segundo milagre”) para apresentar um perfeito retrato da salvação. 
Os três primeiros milagres mostram como VEM a salvação ao crente. 
1. Água feita vinho (2:1-11) - Salvação pela PALAVRA. 
2. Cura do filho dum régulo (4:46-54) - Salvação pela FÉ. 
3. Cura de um paralítico (5:1-9) - Salvação pela GRAÇA. 
Os últimos três milagres mostram os RESULTADOS da salvação do crente. 
5. Calma da tempestade (6:15-21) - Salvação traz PAZ. 
6. Cura de um cego (9:1-7) - salvação traz LUZ 
7. A ressurreição de Lázaro (11:38-45) - Salvação traz VIDA. 
O quarto milagre é a divisa (a Multiplicação dos Pães 6:1-14) e mostra que Cristo usa meios humanos para mostrar o milagre de salvação ao mundo perdido. Homens dedicados tem que entregar o Pão da Vida aos pecadores. 
Também cada milagre mostra a divindade de Cristo (veja 5:20,36). Os milagres também foram usadas para iniciar os discursos de Jesus Cristo. Por exemplo: Nicodemos veio a Jesus através dos sinais que Jesus fez (3:2); a multiplicação dos pães foi a base da mensagem do Pão da Vida (cap. 6). 
IV. A fé e a incredulidade no Evangelho de João 
O tema do Evangelho de João é o conflito entre a fé e a incredulidade. O evangelho de João começa com Israel rejeitando Jesus (1:11) e termina na Sua crucificação. Neste evangelho vejamos os judeus rejeitando as provas da divindade de Jesus, e ficando mais e mais duros de coração. Junto com os incrédulos judeus, vejamos um grupo pequeno de pessoas dispostas a aceitar a Cristo. Os discípulos, o régulo e a sua família, os samaritanos, o paralíticos, os cego, etc. É o mesmo hoje em dia: O “mundo religiosos” não aceita Cristo como o Salvador, mas em alguns lugares achamos pessoas que as provas que Jesus é Salvador e O aceitam pessoalmente. 
Note que os judeus começam a sua disputa com Cristo depois do milagre do cap. 5, porque Cristo curou o paralítico num sábado. Nos cap. 7-12, o conflito torna-se mais severo e várias vezes os judeus tentaram prender Jesus ou O apedrejar. O clímax acontece nos cap. 18-19 quando Jesus está capturado e crucificado. 
A três crises no evangelho de João são: 
1. 6:66-71 - a multidão abandona Jesus porque Ele não aceita ser o rei. 
2. 12:12-50 - A multidão não acredita em Jesus. 
3. 19:13-22 - A multidão crucifica Jesus. 
Na primeira crise o povo quer Jesus como rei mas depois O abandona. Na segunda crise o povo proclama Jesus rei mas logo O rejeita. Na terceira crise o povo grita, “Não temos rei, senão o César.” 


Capítulo 1 
Tema: A divindade de Cristo 
O Evangelho de João é “Jesus, o Filho de Deus” (20:30-31) e este primeiro cap. Prova que é verdade. Neste cap. Achamos que Cristo é o Filho de Deus por causa dos seus NOMES, suas OBRAS, e as TESTEMUNHAS que presenciaram a vida de Cristo. 
I. Os nomes de Cristo provam que Ele é o Filho de Deus 
1. Jesus é o verbo (1:1-3,14). Com minhas palavras revelam meus pensamentos aos leitores destas apostila, assim Cristo revela a mente e o coração de Deus aos homens. “Quem me vê a mim vê o Pai” João 14:9. Uma palavra consiste de letras; Cristo é o Alfa e o Ômega (a primeira e a última letra do alfabeto grego) que mostra que o amor de Deus aos homens. No primeiro capítulo de Gênesis Deus criou através da Sua Palavra; Col. 1:16 e II Pedro. 3:5 nos mostram que esta Palavra é Cristo. Através da natureza e da pregação dos homens, o mundo pode conhecer Deus em parte; mas somente em Cristo podemos conhecer Deus completamente (Hebreus. 1:12). Cristo, a Palavra de Deus, traz graça e verdade (João 1:14,17), mas se o homem não aceitar Jesus esta mesma Palavra virá com ira e juízo (Apoc. 19:13). A Bíblia é a palavra de Deus escrita, e Cristo é a Palavra de Deus Viva. 
2. Jesus é a Luz (1:4-13). A primeira coisa que Deus criou em Gênesis cap. 1 foi a luz, porque de luz vem a vida. Jesus é a luz VERDADEIRA, ou a luz ORIGINAL que é a fonte de toda a vida. No Evangelho de João achamos o conflito entre a luz (Deus, vida eterna) e a escuridão (Satanás, morte eterna). Notamos esta verdade em João 1:5 ; 3:19-21 ; 8:12 e 12:46. Em II Cor. 4:3-6 a salvação está representa como a luz entrando no coração escuro do pecador. 
3. Jesus é o Filho de Deus (1:15-18,30-34,49). Foi esta afirmação que provocou os judeus a perseguirem a Cristo (10:30-36). Pelo menos 6 pessoas no Evangelho de João chamaram Cristo o “Filho de Deus”: 
• João o Batista - 1:34 
• Natanael - 1:49 
• Pedro - 6:69 
• O cego que foi curado - 9:35-38 
• Marta - 11:27 
• Tomé - 20:28 
O homem que não aceita o fato de que Cristo é o Filho de Deus não pode ser salvo (8:24) 
4. Jesus é o Cristo (1:19-28,35-42). Este nome significa “O Ungido” ou “Messias”. Os judeus esperaram o messias e assim duvidaram as palavras de João o Batista. Até os samaritanos esperaram o messias (4:25,42). Qualquer judeu que disse “Eu sou Cristo” foi expulso da sinagoga (9:22) 
5. Jesus é o Cordeiro de Deus (1:29,35-36). As palavras de João nestes versos é a resposta à pergunta de Isaque, “Onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gên. 22:7). O cordeiro de Êx. 12 e o cordeiro do sacrifício em Isaías cap. 53 eram tipos de Cristo. No Velho Testamento achamos MUITOS cordeiros, mas Cristo é o CORDEIRO de Deus. Os cordeiros do Velho Testamento simplesmente COBRIAM pecados (Hebreus. 10:1-4) mas o Cordeiro de Deus TIRA pecado. (1:29). Os cordeiros do Velho Testamento cobriram somente os pecados de Israel mas o Cordeiro de Deus tira o pecado de “todo aquele que nele crê” (3:16) 
6. Jesus é o Rei de Israel (1:43-49). Israel estava cansada do Império Romano e desejavam um rei. Depois que Cristo multiplicou os pães o povo O conheceu como o seu rei, mas Jesus não aceitou a proposta deles e mais tarde quando se ofereceu ao povo como rei (12:12-19), eles gritaram pouco depois “Não temos rei, senão o César” (19:15) 
7. Jesus é o Filho do Homem (1:50-51). Este nome está baseado em Daniel. 7:13-14 e cada judeu sábia que o nome significava “Divindade”. Os judeus perguntavam acerca do “Filho do Homem” em 12:34. Aqui em vs. 50-51, Jesus referiu-se à “escada de Jacó” (Gên. 28:10-17). Cristo é a “escada de Deus” entre o céu e a terra revelando Deus aos homens levando os homens salvos a Deus. 
II. As obras de Jesus provam que Ele é o Filho de Deus 
1. Jesus Criou o mundo (1:1-4). Jesus estava no princípio com Deus e foi o meio divino pelo qual o mundo foi criado. 
2. Jesus salva o homem (1:9-13). Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (I Tim. 1:15). Quem aceita Jesus nasce de novo, “não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (João 1:13). Salvação é um dom gratuito de Deus e nós aceitamos pela fé o que Cristo já fez pela sua obra na cruz do Calvário. 
3. Jesus revela Deus aos homens (1:15-18). Moisés deu a lei que revela o pecado e condena o homem, mas Cristo revela a graça e a verdade do verdadeiro Deus. 
4. Jesus batiza com o Espírito Santo (1:33). Neste primeiro cap. de João achamos a trindade: O Pai (1:14,18) ; O Filho (1:14,18) ; e O Espírito Santo (1:32-34). Quando João Batista viu o Espírito Santo descendo ele reconheceu pela primeira vez com certeza o Senhor Jesus; nós conhecemos Jesus também através do Espírito Santo de Deus que abre os nossos olhos. 
5. Jesus conhece o coração dos homens (1:42,47-48). Jesus conhece o homem melhor que o homem conhece a si mesmo (2:23-25) 
6. Jesus perdoa pecados (1:29). Ninguém neste mundo pode perdoar o pecado. Jesus é o único Salvador que existe. 
7. Jesus abre o caminho ao céu (1:50-51). O pecador está perdido e seguindo o caminho errado mas Jesus é a “escada de Deus” que termina no céu. (Gên. 28:10-17). 
III. Testemunhas provam que Jesus é o Filho de Deus 
João usa muito a palavra testemunho, testemunha, testificar, etc. No seu Evangelho (1:7-8,15 ; 3:26,28 ; 5:3137 ; 8:18 ; 10:25 ; 15:27 ; 18:23,37). Podemos confiar nestas testemunhas porque presenciaram a vida de Cristo pessoalmente e não ganharam nada do mundo para testificar de Cristo (ao contrário, sofreram) e nunca achamos uma mentira no testemunho da Bíblia. Estes discípulos podem ser testemunhas diante de qualquer juiz hoje em dia. 
1. João o Batista - 1:7,15,29 e 5:35 
2. João o apóstolo - 1:14 - “vimos a sua glória” 
3. Os profetas do Velho Testamento - 1:23,45 - Sem dúvidas Natanael estava lendo os livros de Moisés quando Felipe o achou. 
4. O Espírito Santo - 1:33-34 
5. André - 1:41 
6. Felipe - 1:45 
7. Natanael - 1:49 
O Evangelho de João 
Capítulo 2 
Capítulo 2 
Tema: O primeiro milagre de Jesus 
Algumas igrejas ensinam que Cristo fez milagres enquanto ainda era criança, mas João 2:11 nos ensina que a água feita vinho foi o PRINCÍPIO dos sinais ou milagres. Lembra-se que João escreveu estes milagres para provar a divindade de Jesus (João 20:30-31), e para que todos possam crer nele e ser salvos. Nosso estudo deste primeiro milagre está dividido em três partes: (1) A verdade dispensativa, (2) A verdade doutrinal, e (3) A verdade prática. 
I. A verdade dispensativa (a falha de Israel) 
Israel não conheceu seu próprio Messias. “No meio de vós está um a quem vós não conheceis.” João 1:26. As bodas em Caná é um tipo da nação de Israel; o vinho acabou e o Messias ficou pronto a lhes ajudar. As seis talhas de pedra foram usadas para lavagem cerimonial. A nação de Israel estava sem alegria (vinho na Bíblia é tipo de alegria - Sal. 104:15 ; Juiz. 7:13) e sem esperança. A nação teve cerimônias externas mas não teve nada para se satisfazer por dentro. 
Um dia no futuro, Cristo trará alegria a Israel quando Israel aceitar Cristo como Rei. Até chegar aquele dia Jesus tem que dizer a Israel, “Que tenho eu contigo?” João 2:4. Israel rejeitou Jesus e não aceitou-LO até aquele dia que Jesus voltará com grande poder e glória. 
II. A verdade doutrinal (como um pecador está salvo) 
Este primeiro milagre nos ensina que a salvação é pela Palavra de Deus. Note os símbolos: 
1. A multidão com sede - É um retrato do mundo hoje em dia. O povo está gozando os prazeres do pecado mas não está achando satisfação nestes prazeres e logo vão acabar. A Bíblia convida pecadores com sede a Cristo para achar salvação e satisfação - João 4:13-14 ; 7:37 ; Isaías. 55:1 ; Apoc. 22:17. 
2. Vasos vazios - É um retrato do coração do homem que é duro a vazio. A vida do pecador pode parecer muito boa por fora, mas por dentro Deus sabe que está vazia e sem esperança, porque falta ainda a vida eterna que vem só de Cristo. 
3. Vasos cheios de água - Água, quando usada para purificação, é um tipo de Palavra de Deus. (Ef. 5:26 ; João 15:3). Os servos simplesmente encheram os vasos de água como o servo de Deus enche o incrédulo com a Palavra de Deus. É Deus que traz a mensagem desta tão grande salvação. 
4. Água feita vinho - Depois de encher o coração do pecado com a palavra, Cristo pode fazer o milagre de salvação. Em Atos 8:26-40, Filipe encheu o eunuco com a Palavra, o eunuco creu, foi salvo, e saiu jubiloso. 
5. O terceiro dia (vs. 1). - O terceiro dia sempre nos faz lembrar a ressurreição porque Cristo ressuscitou dos mortos no terceiro dia. Provavelmente este milagre aconteceu no domingo. João 1:19-28 é o primeiro dia, João 1:29-34 é o segundo dia, João 1:35-39 é o terceiro dia, João 1:40-42 é o quarto dia, André trouxe Pedro a Cristo no quinto dia em João 1:43-51, e as bodas foram 3 dias ou no oitavo dia. Isto nos faz pensar da ressurreição e duma nova criatura ( II Cor. 5:17). 
6. O princípio dos milagres (v. 11). Salvação é o princípio dos milagres e depois de ser salvos Deus faz um milagre depois de outro na vida do crente. E os milagres que Deus faz sempre faz sempre trazem honra e glória ao Seu Filho. 
III. As verdades práticas (como servir a Cristo) 
As palavras de Maria em vr. 5 devem, também, ser um mandamento para todos os crentes - “Fazei tudo quanto Ele vos disser.”. Eu tenho certeza que os servos acharam loucura Jesus mandar eles encheram os vasos de água, mas Deus usa o que parece loucura para “confundir as sábias” (I Cor. 1:27). Se queremos ver a salvação dos homens temos que obedecer a Jesus e entregar-lhes a Palavra de Deus. Nada neste mundo pode salvar a alma do homem além da Palavra de Deus, que é a Bíblia. 
Outros pensamentos: 
1. Quando Jesus falou com Maria e usou a palavra “mulher”, Ele não mostrou falta de respeito, ao contrário, Ele mostrou respeito na linguagem do dia em que Ele vivia. 
2. Nota a “hora” de Cristo no evangelho de João: 2:4 ; 7:30 ; 8:20 ; 12:23 ; 12:27 ; 16:32 ; e 17:01. Jesus viveu de acordo com a vontade de Deus e foi impossível para o mundo fazer algum mal para Cristo antes da sua “hora”. 
3. O fato de Jesus fazer água em vinho não dá licença ao povo de Deus usar vinho como bebida comum. Tanto o Velho Testamento como o Novo Testamento, proíbe o uso de vinho como bebida comum. Os batistas ensinam abstinência total de bebidas alcóolicas. 
Capítulo 3 
Capítulo 3 
Tema: O novo nascimento 
Aqui encontramos o capítulo mais importante no evangelho de João, porque trata do assunto do novo nascimento. As principais religiões e seitas de hoje em dia tem ensinado tanto erro sobre esse assunto que o homem em geral, seja o homem na rua ou na igreja, não tem nenhuma idéia do que significa o “novo nascimento”. 
I. A necessidade do novo nascimento - 3:1-5 
1. Sem o novo nascimento não podemos ver o reino de Deus (3:3). Nicodemos era um homem religioso e um dos principais professores nos assuntos religiosos, mas mesmo assim ele não sábia nada acerca do novo nascimento. Infelizmente hoje centenas de “pastores” formados dos seminários de teologia estão na mesma situação de Nicodemos, pois “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus”(I Cor. 2:14). Nicodemos veio a Jesus de noite e representa os incrédulos desse mundo que só andam na escuridão (Ef. 4:18 ; II Cor. 4:3-6). Sendo religioso não prepara o homem para o céu; tem que nascer de novo. 
Como muitas pessoas hoje em dia, Nicodemos confundiu as coisas espirituais e as coisas físicas (vs. 4). Ele pensou do nascimento físico enquanto Cristo falou do nascimento espiritual. Todo homem deve aprender que o nosso nascimento físico nos faz filhos de Adão e assim filhos de ira e desobediência (Ef. 2:1-3). Não existe uma educação purificação, disciplina, ou atividade religiosa que pode transformar a nossa velha natureza; temos que receber uma nova natureza de Deus, através do novo nascimento, ou não podem VER o reino de Deus (3:3). 
2. Sem o novo nascimento não podemos entrar no reino de Deus (2:5). As palavras “reino de Deus” não significa reino aqui no mundo, mas significa o reino de Romanos. 14:17 que é de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Depois de nascer de novo o crente entra logo neste reino, e na hora da sua morte, ou na volta de Cristo, entrará no céu e no reino eterno. 
Nicodemos pensava que foi suficiente nascer judeu e obedecer a lei para satisfazer a Deus, mas ele esqueceu que desde o pecado de Adão até agora, todos os homens nascem pecadores e somente podem entrar no reino de Deus pelo novo nascimento. 
II. A natureza do novo nascimento (3:6-13) 
1. O novo nascimento é o nascimento espiritual (3:6-7). O que nasce da carne é da velha natureza e já está condenada. O que nasce do Espírito é a nova natureza (II Pedro. 1:4) e é eterna. A carne não pode produzir um nascimento espiritual. Sabendo deste fato também sabemos que a frase “nascer da água” em vs.5 não significa a água do batismo porque batismo é aplicando uma substância física (água) a um ser físico (o candidato) e isto nunca pode produzir um nascimento espiritual (João 1:11-13 ; 6:63) 
NASCER DA ÁGUA EM JOÃO 3:5 NÃO SIGNIFICA BATISMO PORQUE: 
a. O batismo da Bíblia mostra a morte e não o nascimento (Romanos. 6:1) 
b. Não existe batismo no velho testamento. 
c. Salvação não é das obras (Ef. 2:8-10), e batismo é uma obra. 
d. Cristo veio ao mundo para salvar, mas Ele não batizou ninguém (João 4:2) 
O NOVO NASCIMENTO SÓ VEM ATRAVÉS DE MEIOS ESPIRITUAIS. QUAIS SÃO ESTES MEIOS? 
a. O Espírito de Deus (João 3:6 , 6:63) 
b. A palavra de Deus (I Pedro. 1:23 , Tiago 1:18) 
A palavra “água” em vs. 5 representa a palavra de Deus (Ef. 5:26 ; Tito 3:5). Uma pessoa nasce de novo quando o Espírito de Deus usa a palavra de Deus para produzir fé, e dá nova natureza no instante que a pessoa crê. O Espírito usa pessoas para pregar a palavra de Deus, mas somente Ele dá vida. 
2. O novo nascimento é um nascimento misterioso (3:8-10). Ninguém sabe explicar o vento, e ninguém pode explicar o trabalho do Espírito Santo. Aqui o vento é um tipo de Espírito Santo (veja Atos 2). Nicodemos, sendo um doutor da lei, não sábia o que as escrituras ensinaram em Ezequiel 37, onde o vento trouxe vida aos ossos secos de Israel. É claro que nós não entendemos tudo acerca do novo nascimento, mas, isso não significa que não é verdadeiro. 
3. È um verdadeiro nascimento (3:11-13). Muitas coisas são misteriosas, mas ainda verdadeiro. O homem só vai descobrir pessoalmente que o novo nascimento é verdadeiro depois de experimentá-lo. 
III. A base do novo nascimento ( 3:14-21) 
1. A morte de Cristo foi necessário (3:14-17). Jesus mais uma vez refere-se ao Velho Testamento e o Livro de Números cap. 21, onde as serpentes morderam o povo e a única solução foi levantar uma serpente de metal no meio do acampamento. Todos que olharam para a serpente foram salvos da mordida da serpente. 
Hoje lembramos que Cristo foi levantado numa cruz e todos que olham para Ele, serão salvos de seus pecados, e nasceram de novo. Somente na morte de Cristo encontramos vida para o pecador. 
2. A fé do pecador é necessário (3:18-21). Fé no Senhor Jesus é o único meio de salvação que existe. Lembra-se que em Números 21 Deus não mandou matar as serpentes, nem proteger o povo das serpentes, mas Deus mandou levantar a serpente de metal e olhar para aquela serpente pela fé. Quem não olhou, morreu; quem olhou, viveu. É tão simples que até uma criança pode entender o plano de Deus para salvação. 
IV. A confusão acerca do novo nascimento (3:22-26) 
Vs. 25 indica que Nicodemos continuou a buscar a verdade acerca do novo nascimento. Ele não entendeu o batismo e as cerimônias religiosas. Ele ainda confundiu a “água” de vs. 5 com a purificação dos judeus. Note agora como o apóstolo João (vs. 26) explica a Nicodemos o plano de salvação. João não disse nada de batismo mas falou de fé no vs. 36. “Crê” e “não crê” significa a pessoa que tem fé e a pessoa incrédulo que não tem fé. 
Nicodemos aceitou Cristo mais tarde e provou a sua fé pelas suas obras em João 19:38-42 
Capítulo 4 
Capítulo 4 
Tema: A mulher com 5 maridos 
Há duas partes neste capítulo: (1) O ministério de Cristo à mulher samaritana (4:1-42) e (2) a cura do filho dum régulo (4:43-54) 
I. O ministério de Cristo à mulher samaritana (4:1-42 ) 
Os samaritanos eram “mestiços” ou meio-sangue, sendo meio judeu e meio gentio. Os judeus odiaram os samaritanos e a sua terra. Os samaritanos tinham sua própria religião (4:20-24) e esperavam a volta do messias (4:25). Foi “necessário” (4:4) para Jesus passar por Samaria porque Deus já tinha planejado para esta mulher encontrar com Jesus e achar nEle a água da vida. Agora vamos ver como esta mulher aceitou Cristo como salvador. 
1. “Sendo tu judeu” (4:1-9) A mulher samaritana achou estranho um rabi judeu pedindo alguma coisa dela. Ela não viu nada mais em Cristo do que o fato dele ser judeu. Ela é um tipo do pecador que não conhece Cristo e está somente interessado nas coisas da vida, (como obter água), e não nas coisas eternas de Deus . 
2. “Es tu maior do que o nosso pai Jacó?” (4:10-15). Jesus informa a mulher em vs. 10 que ela está ignorante de duas coisas: o dom de Deus que é a salvação, e a identidade do salvador. Jesus falou de água viva e ela só pensou e falou de água comum. Como o pecador sempre confunde as coisas físicas e as coisas espirituais! Nicodemos pensou que Cristo falou do nascimento natural (João 3:4) e até os discípulos confundiram comida natural com comida espiritual (João 4:31-34). Jesus ensina a mulher que as coisas do mundo não podem satisfazer e que homens sem Cristo sempre vão buscar alguma coisa para satisfazer sua sede, mas nunca vão achá-la. 
Em Lucas 16:19-31 o rico comeu e bebeu á vontade no mundo, mas no inferno mais uma vez teve sede. Jesus promete que o crente nunca mais vai ter sede porque dentro dele será uma fonte de água viva que salte para a vidas eterna (4:14). Infelizmente a mulher ainda não entendeu o que Jesus falou. 
3. “Senhor, vejo que és profetas” (4:16-24). Agora a mulher foi forçada a confessar seus pecados pelo simples mandamento de Jesus, “Vai, chama o teu marido, e vem cá”. Jesus nunca salvou ninguém que escondeu seus pecados. (Prov. 28:13). A mulher tentou mudar o assunto e discutir religião. Muitas vezes o pecador pergunta, “Qual é a religião certa?”; “O batismo salva?” ; “A Bíblia é inspirada por Deus?”. Estes assuntos não são importantes enquanto o pecador ainda está perdido e em perigo do inferno. Além disso a Bíblia diz, “Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus porque lhe parecem loucura; e não pode entendêlas porque elas discernem espiritualmente.” (I Cor. 2:14) 
4. Cura do filho dum régulo (4:43-54). Finalmente os olhos espirituais dela foram abertas e pela autoridade da palavra de Jesus ela aceitou Cristo como Salvador. Ela prova que tem esta nova fé pelo seu testemunho público. Através do testemunho dela muitos da cidade também aceitaram Cristo. 
II. Cura do filho dum régulo (4:43-54) 
Este é o segundo dos sete sinais no Evangelho de João. Estes sinais mostram como o pecador está salvo e os resultados desta salvação. (Refere-se à introdução deste evangelho). 
Os primeiros dois sinais aconteceram em Caná da Galiléia. A água feita vinho mostra que a salvação vem através da Palavra de Deus. A cura do filho dum régulo mostra que a salvação é pela fé. 
O filho estava morrendo no seu leito em Cafarnaum, que ficou mais ou menos 25 quilômetros de Caná. O régulo convidou Jesus a descer a Cafarnaum porque ele não acreditava que o poder de Jesus foi suficiente para curar seu filho ao longe. (Note também João 11:21). Jesus não acompanhou o régulo mas falou as palavras, “Vai, o teu filho vive,” e o homem creu na palavra de Jesus. O homem creu tanto na palavra que nem voltou a sua casa no mesmo dia (uma viagem de 4-5 horas), mas demorou em Caná com Jesus e só voltou no próximo dia. Ele mostrou uma grande fé no Senhor Jesus. É assim que o pecador está salvo, PELA FÉ. O homem aceitou Cristo e pregou para a sua casa que também aceitou o Salvador (vs. 53). 
Jesus mostrou em vs. 48 porque muitos não são salvos. Eles estão esperando sinais e milagres. Não esquece que satanás também faz sinais e milagres para ENGANAR o povo (II Tes. 2:9-10). Por causa disso Deus usa hoje em dia a palavra certa e fixa que é a Palavra de Deus para mostrar Seu plano de salvação. Com fé na Palavra de Deus o crente tem certeza da sua salvação. ( I João 5:9-13). 
Capítulo 5 
Capítulo 5 
Tema: Milagre e mensagem 
Neste capítulo como em vários outros no Evangelho de João, temos um milagre (5:1-16) e uma mensagem baseada no milagre (5:17-47) 
I. O MILAGRE - Salvação é pela graça - 5:1-16 
Este sinal completa os três milagres que mostram COMO uma pessoa está salva. O primeiro (água feita vinho) mostra que a salvação é PELA PALAVRA DE DEUS: O segundo (a cura do filho de um régulo) mostra a salvação PELA FÉ. Este terceiro milagre mostra a salvação é PELA GRAÇA. 
Aqui achamos um homem miserável. Por razão dos seus pecados antigos (vs.14) ele já havia sofrido 38 anos. Em redor dele achamos outros pessoas miseráveis e todos mostram o estado do pecador incrédulo: impotente (sem força, Romanos. 5:6), cegos, aleijados, (Ef. 2:1-3), e paralítico - todos esperando mas sem esperança (Ef. 2:12). A salvação ficou bem perto mas ninguém tinha poder para entrar sozinho. O pecador de hoje em dia sabe que existe salvação mas ele não sabe como acha-la nem tem força para salvar a si mesmo. 
Agora veja a graça de Deus em operação. “Betesda” significa “casa de graça” e pela menos um homem entrou nesta casa. O que significa “graça”? Significa ajuda divina aos que não a merecem.. Jesus escolheu um homem só da multidão para curar e ele não o mereceu mais que os outros. Foi simplesmente uma escolha soberana de Deus. 
Aqui achamos um retrato falado da salvação. Devemos ficar muito humilde por saber que estamos escolhidos “em Cristo” e isso sem as nossas obras (Ef. 1:4). 
5:21 diz: “O Filho vivifica aqueles que quer.” Não podemos explicar a graça de Deus (Romanos. 9:14-16) mas a única maneira de salvação no mundo é pela graça de Deus (Ef. 2:8-10 ; Romanos. 11:32-36). 
Note também: Há 5 alpendres (varandas) e 5 na Bíblia é o número da graça , o tanque ficou próximo a porta das ovelhas que significa sacrifício. A graça de Deus depende do sacrifício de Cristo, o Cordeiro de Deus. Cristo curou o homem no sábado, que mostra que a lei do Velho Testamento não fez parte na salvação do homem. 
O homem aceitou Cristo como SALVADOR e como MESTRE, pois obedeceu a Cristo apesar da oposição dos líderes religiosos. Cristo quer nos salvar e também quer dirigir e orientar as nossas vidas. Logo depois de ser salvo e curado, o homem entrou no templo (vs. 14) para louvar o Senhor, que é uma prova da salvação (Atos 3:1-9). Ele foi e pregou aos judeus, que é outro sinal da salvação (vs. 15). 
Neste milagre achamos o princípio da oposição a Cristo. Este conflito piorou em cap. 7-12 e finalmente terminou na crucificação de Cristo. 
II. A MENSAGEM - Cristo igual ao Pai - 5:17-47 
1. Cristo igual ao Pai em três pontos (5:17-23). Os judeus acusaram Cristo de quebrar a lei de Deus. Cristo mostra que Ele é igual ao Pai em três pontos importantes. 
a. Igual ao Pai nas suas obras (vs.17-21). O trabalho de Deus de buscar e salvar os pecadores perdidos começou com aqueda de Adão e Eva e continua até hoje. O trabalho do Filho é igual ao Pai (vs. 19) e é o Pai que dá este trabalho ao Seu Filho. 
b. Igual ao Pai no Seu juízo (vs. 22). Deus deu todo o juízo ao Seu Filho. Isso faz Jesus igual ao Pai porque só Deus pode julgar o homem nos seus pecados. (Também veja vs. 27) 
c. Igual na sua honra (vs. 23). Pessoas que ignoram Cristo mas dizem que adoram o Pai são mentirosas e enganadas. 
2. Três ressurreições (5:24-29) 
a. A ressurreição dos pecadores mortos hoje em dia (vs. 24-27). É uma ressurreição espiritual (Ef. 2:1-3) e acontece quando o pecador ouve a Palavra e crê no Senhor Jesus. Nenhum homem tem poder para dar vida a outro homem. Cristo tem a “vida” dentro de si e assim pode dá-la aos outros. 
b. A ressurreição da vida (5:28-29a). É a ressurreição futura dos crentes (I Tess. 4:13-18, I Cor. 15:51-58). A Bíblia não ensina uma ressurreição GERAL, assim como não ensina um juízo GERAL. Esta ressurreição da vida é igual á primeira ressurreição de Apoc. 20:6. 
c. A ressurreição da condenação (5:29b). Achamos esta ressurreição também em Apoc. 20:11-15, e acontece antes que Deus faz os novos céus e a nova terra. Todos que tem rejeitado Cristo serão julgados, não para entrar ou não entrar no céu, mas apara determinar, pelas suas obras más, o quanto eles vão sofrer no inferno. O inferno está chamado a segunda morte e nenhum crente está em perigo de cair lá. 
3. Três testemunhas a divindade de Cristo (5:30-47) 
a. João o Batista (vs. 30-35). O povo ouviu o João mas o rejeitou e também a sua mensagem. Leia de novo 1:15-34 e veja como João exalta e levantou Jesus diante dos homens . (Também 3:27-36) 
b. As obras de Cristo (vs. 36). Até o Nicodemos Admitiu que os milagres de Cristo provaram que Ele veio de Deus (3:2) 
c. O Pai na palavra de Deus (vs. 37-47). As escrituras do Velho Testamento são o testemunho do Pai ao Seu Filho. Os judeus leram as Escrituras mas os seus olhos foram cegos (vs. 39). Moisés escreveu de Cristo (vs. 45) e vai acusar os judeus no juízo por não aceitar a sua mensagem. 
Os judeus não creram na palavra (vs. 38), eles não vieram a Deus (vs. 42), eles não receberam Jesus (vs. 43), eles buscaram honra dos homens e não de Deus (vs. 44), e eles não creram na Palavra (vs. 47). (É a segunda denúncia neste trecho; veja vs. 38) 
Capítulo 6 
Capítulo 6 
Tema: O pão da vida 
I. Os sinais - 6:1-21 
Os primeiros três sinais mostram COMO SER SALVOS: pela PALAVRA, pela FÉ, e pela GRAÇA. O quarto sinal (multiplicação dos pães) mostra a cooperação entre os crentes e Deus para apresentar salvação aos perdidos. Cristo tomou o pão, o abençoou, e deu-o aos seus discípulos para distribuir entre o povo. Salvação é totalmente de graça, mas Deus ainda usa crentes para a mensagem de salvação aos homens, “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos. 10:14). Realmente Cristo só tem as nossas mãos no mundo para entregar o pão da vida aos famintos. 
Os últimos três sinais no Evangelho de João mostram os resultados da salvação: 
(6:15-21) Jesus anda sobre o mar (Sou eu, não temais) - Salvação traz PAZ 
(9:1-7) Cura dum cego de nascença - Salvação traz LUZ 
(11:34-46) A ressurreição de Lázaro - Salvação traz VIDA. 
Jesus não quis ser rei dum povo interessado só em encher o estômago (vs. 26). Cristo mandou embora a multidão e mandou seus discípulos adiante num barco, já sabendo que a tempestade ia pegá-los. A Igreja hoje em dia está sempre lutando contra as tempestades de satanás, mas nosso Senhor está conosco, e um dia nós vamos chegar ao nosso destino seguros e salvos. 
II. A mensagem - 6:22-65 
Em vs. 22-31 o povo seguiu ao outro lado do mar até Cafarnaum e encontrou de novo com Jesus na sinagoga. A mensagem de Jesus revela os verdadeiros motivos do povo (vs. 26-27) e a sua ignorância da verdadeira salvação pela fé (vs. 28-29). Jesus deu o pão de graça e agora está querendo dar a vida eterna, mas o povo só pensava em trabalhar para ganhar este dom de Deus. Em vs. 30, mais uma vez pediram um sinal igual ao sinal de Moisés no deserto quando o povo comeu o maná. Jesus usou esta verdade como a base da Sua mensagem. Há três divisões na mensagem, cada uma seguida duma reação do povo. 
1. Cristo revela sua pessoa - O Pão da Vida (6:32-40). Com muita ousadia Jesus mostra á multidão que ele é o Filho de Deus. O verdadeiro pão de Deus é uma pessoa do céu (vs. 33) e ele dá a vida, não somente aos judeus (como Moisés), mas a todos que crêem no seu nome. Os judeus murmuravam (vs. 41-42) e duvidavam da sua divindade. Jesus disse que Deus era seu Pai (vs. 32) mas o povo disse que José era o seu Pai (vs. 42) 
O maná do Velho Testamento é um tipo de Cristo: 
a. Veio do céu 
b. Nasceu pelo poder de Deus 
c. Não foi poluído pela terra 
d. Foi pequeno, redondo, e branco; mostra a humildade, a eternidade, e a puridade de Cristo 
e. Foi de graça 
f. O povo tomou e comeu; tem que receber e experimentar Jesus para ser salvo 
g. Foi suficiente para todos 
2. Cristo revela o processo de salvação (6:43-52). O pecador perdido não busca a Deus (Romanos. 3:11) a salvação tem começar com Deus. Como é que Deus chama pessoas a serem salvas? Pela Palavra de Deus (vs. 45) ( II Tess. 2:14). Quem come o pão deste mundo viverá algum tempo mas ainda tem que morrer. Quem come o pão espiritual (Cristo) recebe vida eterna e não está mais em perigo da segunda morte. Jesus diz em vs. 51 que dará o seu corpo pela vida do mundo e os judeus ficaram revoltados em cap. 3, eles não souberam a diferença entre as coisas físicas e as coisas espirituais. 
3. Cristo revela o poder da salvação (6:53-65). Que significa as palavras de Cristo, “comer minha carne” e “beber meu sangue”? Ele não está falando literalmente. Em vs. 63 Cristo diz claramente que a “carne para nada aproveita”, mas “é o Espírito que vivifica”. Cristo explica agora o que significa carne e sangue porque ele diz, “As palavras que eu vos disse são espírito e vida”. Em outras palavras, nós comemos a carne de Cristo e bebemos seu sangue cada vez que RECEBEMOS A SUA PALAVRA ensinada pela Espírito Santo. Cristo não está falando do pão e do cálice da Ceia do Senhor, nem da missa, porque Ele não instituiu a ceia até mias tarde e nunca instituiu a missa. Quem diz que o homem recebe vida pelo pão e vinho está negando a Palavra de Deus. 
Jesus é a palavra viva (1:1-4) e se fez carne para nós (1:14). A Bíblia é a Palavra escritas. Tudo que é verdade acerca da Bíblia também é verdade acerca de Jesus. 
Ambos são SANTOS - Lc. 1:35 ; II Tim. 3:15 
Ambos são VERDADE - João 14:6 , 17:17 
Ambos são LUZ - João 8:12 ; Salmo. 119:105 
Ambos DÃO VIDA - João 5:21 ; Salmo. 119:23 
Ambos PRODUZEM O NOVO NASCIMENTO - I João 5:18 ; I Pedro. 1:23 
Ambos são ETERNOS - Apoc. 4:10 ; I Pedro 1:23 
Ambos são o PODER DE DEUS - I Cor. 1:24 ; Romanos. 1:16 
A conclusão do assunto é que quando alguém recebe a Palavra de Deus no seu coração, recebe Jesus também. Nós comemos a carne de Jesus cada vez que lemos e participamos da Bíblia, a palavra escrita de Deus. 
Pedro entendeu o que Jesus falou porque em vs. 68 ele disse, “Tu tens as palavras da vida eterna”. O povo estava ofendido por esta doutrina (vs. 61) e não andaram mais com Cristo. Esta é Crise n.º 1 no Evangelho de João (veja o esboço) 
III. A separação - 6:66-71 
A palavra de Deus, que revela a pessoa de Cristo, sempre faz uma separação entre o verdadeiro e o falso. O povo, desejando pão para satisfazer a sua carne, rejeitaram o Pão da Vida que pode satisfazer até a alma. Pedro e dez dos apóstolos afirmaram sua fé em Cristo. Eles receberam sua fé pela Palavra de Deus (Romanos. 10:17). O judas Iscariotes também ouviu mas só fingiu uma fé salvadora e no fim foi ele que traiu o Senhor Jesus. (Note: a palavra “discípulos” em vs. 66 não refere-se aos apóstolos mas aos “seguidores” de Jesus) 
Capítulo 7 
Capítulo 7 
Tema: Cristo a água da vida 
Já completamos a primeira parte do Evangelho de João, o período da consideração. Agora entramos na segunda parte, o período de conflito. Os judeus viram os milagres de Cristo e ouviram Sua pregação; agora começa seu
conflito com Cristo. Veja nestes vs. Sua oposição: 7:1,19,23,30,32,44 ; 8:6,37,48,59 ; 9:22,34 ; 10:20,31-33,39 ; 11:8,16,46-57 ; 12:10. 
I. Antes da festa dos tabernáculos - dúvida - 7:1-9 
A festa dos tabernáculos era sempre celebrada no décimo quinto dia do sétimo mês (setembro - outubro) e durava oito dias. (Veja Lev. 23:34-44 ; Deut. 16:13-16 ; Núm. 29:12-40). A festa era uma comemoração do tempo em que a nação de Israel morava em tendas durante sua perambulação no deserto. Êx. 23:16 indica que a festa era também para comemorar a colheita. Era uma das três festas que cada judeu masculino era obrigado a assistir (Deut. 16:16). 
Os “irmãos” de Jesus mencionados em vs. 3 são meios - irmãos e meio - irmãs, os filhos de Maria, tendo José por pai. Lc. 2:7 fala de Cristo como filho primogênito de Maria, indicando que ela tinha outros filhos. Veja também passagens como Mc. 3:31-35 e Mat. 13:55-56. Estes irmãos nunca estão chamados “primos” do Senhor, como alguns ensinam, tentando provar a “virgindade perpétua” de Maria. Os irmãos de Cristo não criam nele naquele tempo, embora Atos 1:14 indica que depois da ressurreição, O receberam. Salmo 69:8-9 profetizou sua incredulidade; é outra prova, a propósito, do fato que Maria teve outros filhos. 
Cristo vivia segundo o tempo de Deus. vs. 6. O incrédulo vai e vem como quer, mas o filho de Deus tem que deixar o Senhor guiá-lo. Como é triste que os irmãos de Cristo deixaram o Salvador atrás para subir a uma festa religiosa! vII. No meio da festa dos tabernáculos - debate - 7:10-36 
A multiplicação dos pães e a cura do paralítico (5:1-9, veja 7:23) criaram o interesse da multidão. Porque Cristo curou o homem no sábado, os judeus disseram que Ele não veio de Deus. Disseram que Cristo tinha demônio (vs. 20) e havia falado em matá-lo, mas a Sua hora ainda não era chegada (vs. 30). Os judeus debateram 5 assuntos deferentes: 
1. O caráter dEle (vs. 10-13). Alguns o chamaram de “bom”, outros disseram que ele “enganou” o povo. Porque estavam confusos? Porque tinham medo dos líderes judeus. Prov. 29:25 diz, “O receio do homem armará laços” (armadilhas) O caráter de Cristo foi tão limpo e sem mancha, que quando finalmente Ele foi preso, foi necessário ter testemunhas falsas para acusá-lo. Pilatos, Judas, e mesmo o centurião, um soldado romano (Lc. 23:47), todos declararam Jesus inocente. 
2. A doutrina dEle (vs. 14-18). Os judeus estavam muitos surpresos (vs. 15) diante do entendimento espiritual de Cristo, porque Ele nunca estudou nos seus “seminários”. O ensino é uma benção, mas é melhor estar ensinado por Deus pessoalmente do que tomar as idéias de meros homens. A doutrina de Cristo vem do céu; o ensino do homem vem da sua mente escurecida. Paulo dá uma advertência contra “falsamente chamada” ciência (conhecimento). (I Tim. 6:20 ; veja também Col. 2:8). Note a palavra “quiser” em vs. 17. O querer de obedecer é o segredo de aprender a verdade de Deus. 
3. As obras dEle (vs. 19-24). Os judeus fingiram estar guardando a lei, acusando Jesus de trabalhar no sábado; mas Ele mostrou que o seu desejo de matá-lo era contrário à mesma lei que reverenciavam. As pessoas que fazem oposição a Cristo e rejeitam a Sua palavra são inconsistentes. Um homem pode ser circuncidado no sábado, mas não pode ser curado no sábado. Como muitos hoje em dia, eles julgaram pela aparência, não pela verdade. 
4. A origem dEle (vs. 25-31). Vs. 27 não é uma contradição de vs. 42. Os judeus sabiam onde o messias ia nascer; mas sabiam também que Seu nascimento séria misteriosos e sobrenatural (Isaías. 7:14). Em outras palavras, eles não saberiam “donde ele é”. Cristo nasceu da virgem Maria, mas os judeus não acreditaram nisso. João 8:41 sugere que os judeus acusaram Jesus de ter nascido do pecado; e a condição de Maria de casar-se com José talvez levaria as pessoas a dizerem isso. 
5. A advertência dEle (vs. 32-36). O “pouco de tempo” de que Cristo falava durou mais ou menos seis meses. É importante buscar ao Senhor “enquanto se pode achar” (veja Isaías. 55:6). Muitos pecadores que rejeitam Jesus
hoje dizendo que amanhã serve para buscá-lo vão achar amanhã tarde demais (Prov. 1:24-28). Em vez de render a Jesus e receber a vida eterna, os judeus discutiram com Ele e perderam a sua oportunidade de salvação. 
III. O último dia da festa - divisão - 7:37-53 
O sétimo dia da festa foi um dia de celebração. (o oitavo dia era o dia da “santa convocação” - Lev. 23:36). Cada dia a festa, cedo de manhã, os sacerdotes levaram água do Tanque de Siloé para o Templo. No templo eles levantaram os vasos de ouro e derramaram a água para comemorar a água que Deus deu ao deserto. O sétimo dia era chamada “A Grande Hosana” e foi o clímax da festa. Podemos imaginar o que a multidão pensavam quando na hora de derramar a água no templo Jesus se levantou e disse, “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba” (vs. 37). Cristo é a Rocha de onde sai águas vivas (Êx. 17:1-7 ; I Cor. 10:4). Ele foi ferido na cruz e dEle saiu aquele Espírito de vida para satisfazer a sede dos pecadores. Na Bíblia, água para purificação significa a Palavra de Deus (13:1-17 , 15:3); água para beber significa o Espírito de Deus (7:37-38) 
Jesus convidou o povo para beber mas o povo rejeitou seu apelo e houve divisão entre a multidão. Algumas creram, mas outras rejeitaram (Mt. 10:31-35 ; Lc. 12:51-52). A palavra de Jesus foi tão poderosa que os soldados não conseguiram prende-lo (vs. 46). Quando os líderes religiosos rejeitaram Jesus eles também fecharam a porta de salvação para muitos outros (Mt. 23:13) 
Mais uma vez o Nicodemos aparece e agora para defender os direitos de Cristo. Nicodemos está começando a abrir os olhos para a verdade. O Espírito Santo está fazendo uma obra na vida de Nicodemos que vai terminar na sua salvação em cap. 19. Deus usou o sincero desejo de Nicodemos de conhecer a verdade para abrir os seus olhos e o seu coração ao evangelho de Cristo. 
Capítulo 8 
Capítulo 8 
Tema: Cristo a luz e a liberdade da vida 
Este capítulo mostra Cristo em conflito com os líderes judeus, e dá uma série de contrastes importantes. 
I. A luz e a escuridão - 8:1-20 
Eles trouxeram esta mulher a Jesus na corte das mulheres; no templo no lugar do tesouro (vs.20). O motivo: acusar Jesus (vs. 6) e colocá-lo numa situação embaraçosa. Se Ele livrasse a mulher, violaria a lei de Moisés (Lev. 20:10 , Deut. 22:22); se Ele dissesse que ela seja apedrejada, não poderia afirmar ser Aquele que perdoa pecado. Arthur Pink sugere que Cristo escreveu com seu dedo duas vezes na terra para lembrar-lhe das duas tábuas da lei, escritas pelo dedo de Deus (Êx. 31:18 , 32:15-18 , 34:1). Os judeus pecaram e Moisés quebrou a primeira tábua; mas Deus perdoou seu pecado, proveniu sacrifício de sangue, e deu-lhe uma segunda tábua. Cristo morreu pelos pecados desta mulher, e foi capaz de perdoá-la quando O chamou de “Senhor”. 
No vs. 12 temos a grande declaração “EU SOU”. Como a Luz do mundo, Cristo afirmou ser Deus; pois Deus é luz (I João 1:56). As trevas lembram-se da morte, da ignorância, e do pecado; a luz lembra-se da vida, do conhecimento, e da santidade. A luz reprova o pecado (João 3:20). O pecador perdido vive em trevas (EF. 2:1-3 , 4:17-19 e 5:8) e ficará eternamente nas trevas (Mat. 25:30) se rejeitar a Cristo. Os judeus, em lugar de submeter-se a Cristo, discutiram com Ele no templo! 
II. O céu e a terra - 8:21-30 
Há dois nascimentos; de cima, sendo nascido de novo pelo Espírito de Deus; ou de baixo; sendo nascido da carne. E há duas maneiras para morrer: o pecador morre nos seus pecados, mas o crente morre no Senhor (Apoc. 14:13). A fé em Jesus Cristo faz a diferença. 
Jesus lhes disse que veio do céu. O Pai o enviou (vs. 26), O ensinou (vs. 28), e ficava com Ele (vs. 29). O Pai só abandonou Seu Filho quando Cristo foi feito pecado por nós na cruz. No vs. 28, Cristo fala de estar levantado, que significa a crucificação. Ele disse isso a Nicodemos em 3:14-16; e falará outra vez disso em 12:32-34. 
III. A liberdade e a escravidão - 8:31-40 
Os judeus que creram (vs. 30) estavam exortados a provar sua fé pela fidelidade. A fé em Cristo faz-se um filho de Deus, mas permanecendo na Palavra e conhecendo a verdade (e vivendo-a) faz-se um discípulo (vs. 31). Cristo está falando da escravidão e liberdade espiritual. O pecador perdido está em escravidão as concupiscência, ao pecado (Tito 3:3), ao satanás, e ao mundo (Ef. 2:1-3). Ele é liberto quando receber a verdade em Cristo. 
Os judeus apelaram às suas vantagens da carne; “Somos descendência de Abraão!”. Disseram a mesma coisa a João o Batista (Mat. 3:89-9). Jesus cuidadosamente faz uma distinção aqui entre a descendência de Abraão (fisicamente, vs. 37) e os filhos de Abraão (espiritualmente, vs. 39). Paulo faz a mesma distinção em Romanos. 2:28-29, 4:9-12 e 9:6; também Gál. 4:22-29) 
Há gente que vai ao inferno porque confundem as coisas físicas com as coisas espirituais. Jesus falou com Nicodemos sobre o nascimento espiritual, e ele perguntou sobre o nascimento físico (3:4). Cristo ofereceu a mulher de Samaria a vida eterna (água viva) e ela falou sobre a água natural (4:15). A CARNE PARA NADA APROVEITA (6:63)! A salvação é uma experiência espiritual, e o nascimento físico não tem nada a ver com isso. 
IV. Os filhos de Deus e os filhos de satanás - 8:41-47 
A Bíblia fala de 4 tipos diferentes de “filhos espirituais”. Nascemos por natureza FILHOS DA IRA (Ef. 2:3). Quando alcançarmos a idade de rebelião e pecado feito com deliberação, tornamo-nos FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA (Ef. 2:2). Quando colocamos nossa fé em Cristo, tornamo-nos FILHOS DE DEUS (1:12). Mas as pessoas que rejeitam Cristo e preferem a auto-justificação (justiça falsificada pelo diabo) é um filho maligno, ou seja, um FILHO DO DIABO. (Mat. 13:24-30 , 36-43). Jesus revela as características dos filhos do diabo: 
(a) Não deixam entrar a Palavra de Deus, vs. 37 
(b) Confia em coisas da carne - nascimento físico, obras, cerimônias, etc., vs. 39 
(c) Odeiam Cristo e procuram matá-lo, vs. 40,44 (satanás é homicida) 
(d) Não amam a Cristo nem as coisas dEle, vs. 42 
(e) Não entendem a Palavra, vs. 43 (satanás cegou os olhos deles) 
(f) São mentirosos e gostam da mentira, mais do que a verdade, vs. 44 
(g) Não escutam a Palavra de Deus, vs. 47 
Lembram-se que estes filhos do diabo não eram imorais, bêbados, ou jogadores; eram homens religiosos que rejeitaram a Cristo! Hoje em dia, muito do que é chamado “cristianismo” NÃO É verdadeira religião baseada na Bíblia ; ao contrário, é falsificação do diabo. (II Cor. 11:14). Milhões de pessoas hoje em dia estão enganadas pelo diabo, “tendo APARÊNCIA DE PIEDADE, mas negando a eficácia dela”. ( II Tim. 3:5) 
V. A honra e a desonra - 8:48-59 
Deus honra Seu Filho, mas homens auto-justificados O desonram. Os judeus O desonram, chamando-O um samaritano e acusando-O de ter demônio (vs. 48). (Os samaritanos eram vagabundos aos olhos dos judeus).
Jesus diz que Abraão viu o Seu dia e alegrou-se (vs. 56). Como é que Abraão viu o dia de Cristo? PELA FÉ (Hebreus. 11:10-16). Ele viu um tipo de Cristo quando antes de oferecer Isaque no altar ele viu o animal que Deus mandou para substituí-lo. O próprio nascimento do seu filho prometido, Isaque, foi um tipo da vinda de Cristo. Deus compartilhava muitos segredos com Seu amigo Abraão por causa da sua fé e obediência (Gên. 18:16-22). 
Quando a Luz da Palavra de Deus penetra no coração, o homem tem que o aceitá-lo e ser salvo, ou rejeitá-la e ficar perdido. Veja como esses judeus religiosos e auto-justificados odiavam a Cristo e tentaram matá-lO! Isso é prova que eles eram filhos de satanás o assassino! Jesus afirmou ser Deus Jeová quando disse, “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (Êx. 3:14). No vs. 24, Ele também disse, “Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem EU SOU...” A mentira de satanás é que Jesus não é o Filho de Deus (I João 2:22 , 4:13). É IMPOSSÍVEL HONRAR A DEUS E AO MESMO TEMPO DESONRAR E REJEITAR A CRISTO! (5:23) 
Aplicação prática: 
(1) Você está andando na luz ou nas trevas do pecado? 
(2) Você está dependendo da sua descendência humana, ou no nascimento do céu? 
(3) Você é um dos filhos de Deus ou é um escravo do diabo? 
(4) Você está em perigo de estar perdido eternamente? 
(5) Você quer confiar em Cristo hoje e dá-lO a honra que Ele merece? 
Capítulo 9 
Capítulo 9 
Tema: A cura dum cego de nascença 
Este milagre é o número 6 no Evangelho de João e, como os outros, testifica a divindade de Cristo (20:30-31). Os primeiros três milagres mostram COMO uma pessoa está salva: pela PALAVRA (água feita vinho), pela FÉ (cura do filho dum régulo), e pela GRAÇA (cura do paralítico). Os últimos três milagres mostram os RESULTADOS da salvação: PAZ (Jesus anda sobre o mar), LUZ (cura do cego de nascença), e VIDA (a ressurreição de Lázaro). A multiplicação dos pães mostra que o mundo recebe o Evangelho através de homens cooperando com Deus. 
I. A cura - 9:1-7 
1. O cego apresenta um pecador perdido. 
a. Cego - Ef. 4:4 ; João 3:3 ; II Cor. 4:3-6. O incrédulo nunca pode ver ou entender coisas espirituais. I Cor. 2:14-16. 
b. Mendigo - O incrédulo está pobre aos olhos de Deus. 
c. Impotente - O incrédulo não pode curar a si mesmo. 
2. A cura representa como Cristo salva o incrédulo. 
a. Pela graça - Jesus escolheu o homem, que não mereceu nada. 
b. Pelo poder de Deus - Cristo não ofereceu óculos nem sugeriu um bom oculista, mas simplesmente CUROU o homem. A religião tem muitas sugestões mas é o poder de Deus que salva. 
c. A cura glorificou a Deus - Todas as verdadeiras conversões glorificam a Deus. Ef. 1:6,12,14 , 2:8-10 
II. A controvérsia - 9:8-34 
Os líderes religiosos já informaram o povo que se qualquer um confessasse ser Jesus o Cristo séria expulso da sinagoga (vs. 22). Isto significava perder amigos e família e todos os benefícios da religião dos judeus. Foi por este motivo (medo) que os pais e vizinhos não disseram muito acerca da cura. A confissão simples do ex-cego em vs. 11 glorificou a Cristo apesar dele não saber quase nada acerca do “homem chamado Jesus”. Os fariseus atacaram Jesus dizendo que Ele “não é de Deus” (vs. 16), e chamando-O de “pecador” (vs. 24). O ex-cego testificava o que ele sabe (vs. 25) e mostra que ele entendeu melhor que os fariseus (vs. 30-33). 
O crente que já provou o poder de Deus na Sua vida sabe muito mais que o maior teólogo que só sabe o que está escrito nos livros (Veja cuidadosamente Salmo. 119:97-104) 
O homem curado foi expulso da sinagoga (vs. 34) mas ganhou muito mais do que ele perdeu. 
III. A confissão - 9:35-41 
O lugar mais seguro para o cego curado era fora da religião dos judeus. Ele foi expulso pelos judeus mas aceito por Jesus. Como Paulo (Fil. 3:1-10) ele perdeu sua religião mas achou a salvação . 
Note como este homem cresceu no seu entendimento de Cristo. 
a. vs. 11 “Um homem chamado Jesus” 
b. vs. 17 “Profeta” 
c. vs. 31-33 “Homem de Deus” 
d. vs. 35-38 “O Filho de Deus” 
Provérbios 4:18 diz, “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando MAIS E MAIS até ser dia perfeito”. O cego curado provou a sua fé porque ele cresceu na luz da verdade MAIS E MAIS. O crente tem a luz no seu coração ( II Cor. 4:6) e é a luz do mundo (Mat. 5:14). O crente anda na luz (I João 1) e produz o fruto da luz (Ef. 5:8-9). Achamos o ponto decisivo na vida do cego no vs. 38 quando ele diz, “Creio, Senhor”. 
A mesma luz que guia uma pessoa cega outra pessoa (vs. 39-41). Os fariseus não eram cegos e foram condenados porque rejeitaram toda a evidência da divindade de Cristo e rejeitaram a Cristo também. O Evangelho causa reações diferentes em corações diferentes: o pobre, cego pecador recebe o evangelho e crê; a pessoa religiosa e auto-justificada rejeita o evangelho e fica cego espiritualmente. 
O evangelho de João fala de quatro tipos de escuridão espiritual: 
1. Escuridão mental - (1:5-9). A luz está brilhando mas os homens não podem a ver. Estão na escuridão mental - II Cor. 4:3-6 
2. Escuridão moral - (3:19-21). Homens não somente vivem na escuridão mas ama-a . Eles estão desobedecendo a Deus e gostando cada momento na sua desobediência . 
3. Escuridão judicial - (12:35-41). A luz do evangelho não ficará para sempre com o homem. Eles devem aproveitar o tempo e aceitar Jesus, porque vem a escuridão quando Deus vai se esconder do homem. 
Note João 12:37-41: 
• vs. 37 - “Não criam” - falta de desejo 
• vs. 39 - “Não podiam crer” - corações duros 
• vs. 40 - “Não vejam... não compreendam” - a paciência de Deus acabou. 
4. Escuridão eterna - (12:46). Viver na eterna escuridão significa viver no inferno que está chamado “trevas exteriores” (Mat. 8:12 , 22:13) 
Capítulo 10 
Capítulo 10 
Tema: Cristo, a porta 
Este cap. está dividido em duas partes; a primeira parte (vs. 1-21) acontece logo depois da expulsão do ex-cego da sinagoga (9:34); a segunda parte (vs. 22-42) acontece 2 a 3 meses depois. O cap. está ligado pelos símbolos do pastor e o seu rebanho. 
I. A ilustração - 10:1-6 
Estes vs. mostram a afinidade entre o pastor e o seu rebanho. O curral oriental era muito simples: foi cercado pelo muro de pedras até 3 metros de altura, e a porta era um buraco no muro. Os pastores deixaram seus rebanhos no curral à noite com o porteiro como vigia. Cedo de manhã o pastor ficou na porta e CHAMOU seu rebanho. Somente o seu rebanho saiu porque só ele reconheceu sua voz. O porteiro dormiu no buraco à noite e tornou-se a própria porta. Nada entrou ou saiu sem passar em cima da PORTA. Assim ele vigiou por dentro e por fora. 
Cristo diz que o verdadeiro pastor entras pela porta (vs. 1), chama seu rebanho pelo nome (vs. 3), e tira seu rebanho que o segue (vs. 4-5). Ladrões e salteadores não entram pela porta mas escolhe uma maneira oculta de entrar e roubar as ovelhas porque as ovelhas não o seguem. 
II. A explicação - 10:7-21 
1. A porta (vs. 7-10) - Cristo é a porta e guia seu rebanho por dentro e por fora. O cego de João cap. 9 foi expulso pelos judeus porque ele aceitou Jesus, mas foi aceito no rebanho de Jesus. São três portas que achamos neste cap.: 
a. A porta do curral (v. 1) - Muitos acham que o curral representa a nação de Israel. Cristo veio a Israel pelo caminho certo e o porteiro (João Batista) abriu a porta para Ele. 
b. A porta das ovelhas (v. 7) - Esta porta conduz pessoas a saírem das suas religiões falsas. Cristo abriu o caminho para a multidão sair da sua velha religião e achar vida nova. 
c. A porta da salvação (v. 9) - As ovelhas que usam esta porta podem entrar e sair e achar pastagem na Palavra de Deus. O satanás, gostaria de roubar e matar as ovelhas mas não pode enquanto Cristo cuida do seu rebanho (João 10:27-30) 
2. O pastor (vs. 11-15) - Há uma comparação aqui entre os fariseus que não cuidam seu rebanho e Jesus é o Bom Pastor. O mercenário foge para não enfrentar o lobo mas Cristo deu a sua vida pelas suas ovelhas (Atos 20:29). Cristo que é o Bom Pastor deu a sua vida na cruz (Salmo. 22); como o Grande Pasto, Ele cuida sua ovelhas (Hebreus. 13:20 , Salmo 23); como o Sumo Pastor Ele virá de novo na sua glória para chamar suas ovelhas (Salmo 24 ; I Pedro. 5:4) 
3. O rebanho (vs. 16-21) - As “outras ovelhas” são gentios que não são do rebanho dos judeus. Jesus disse que foi necessário para Ele agregar estas ovelhas e Ele fará isso ela sua Palavra. Isto acontece em Atos 10 quando Pedro prega o Evangelho aos gentios. Há somente um rebanho de crentes (a Família de Deus) e somente um pastor (Cristo). 
III. A aplicação - 10:22-42 
Depois de 2 ou 3 meses os judeus ainda discutiram com Jesus sobre o seu discurso do rebanho e do pastor do rebanho. Em vs. 26 Jesus mostra a eles porque não aceitaram as Suas palavras. Os judeus não foram das ovelhas de Cristo. As Sua ovelhas tem as seguintes características: 
1. Ouve a voz de Cristo - v. 27 - Isto significa que o seu povo ouve a Palavra e a obedece. 
2. Conhecem Cristo e são conhecidos por Ele - vs. 14,27 - Assim o povo verdadeiro de Deus não segue falsos pastores. Homens que vivem correndo de uma igreja para outra e de uma seita para outras não são crentes verdadeiros. 
3. Seguem a Cristo v. 27 - O povo de Deus é um povo obediente e segue Jesus e a sua igreja. O homem que vive em desobediência a Deus e não quer mudar a sua vida não é um crente. Há falsos pastores mas também há falsos crentes que são bodes e não ovelhas. 
4. Tem vida eterna e são seguros - vs. 28-29 - Estes vs. mostram a segurança que o crente tem o Cristo. Temos vida ETERNA e estamos nas mãos de Deus e nas mãos de Cristo e não existe lugar mais seguro. Precisa alguém mais forte que Deus para tirar a nossa alma das mãos de Deus. Nós somos o dom que Deus deu ao Seu Filho e Deus não vai pedir seu dom de volta. Nós mesmo podemos tirar as nossas almas da poderosa mão de Deus porque somos comprados com um grande preço. 
Ovelhas são um tipo muito bom do Crente. Ovelhas são animais na Bíblia e o crente está limpo dos seus pecados pelo sangue de Jesus. Ovelhas gostam de congregar-se e o crente gosta de reunir com seus irmãos para comunhão. Ovelhas são inofensivas e o crente deve ser assim. Ovelhas precisam dum pastor para cuida-los e guia-los, e o crente tem a mesma necessidade. Ovelhas são produtivas e o crente também produz obras úteis neste mundo. 
Estes judeus provaram sua incredulidade quando tentaram matar Cristo. Em vs. 34 Jesus refere-se ao Salmo 82:6. Em vs. 39 Jesus passa no meio deles e escapa porque a sua hora ainda não chegou. Muitos creram em Jesus e deixaram a religião dos judeus. Eles entraram na liberdade e vida eterna que só Cristo dá. 
Capítulo 11 
Capítulo 11 
Tema: Cristo, o doador da vida 
Aqui achamos o sétimo milagre de Cristo antes da sua ressurreição. Este milagre nos mostra o plano de salvação. O milagre representa a salvação como sendo a ressurreição do morto, ou Cristo dando vida ao morto. Há sete maneiras em que Lázaro representa o pecador sendo salvo. . 
I. Ele estava morto 
O incrédulo não está doente mas sim está morto espiritualmente (Ef. 2:1-3 , Col. 2:13). Quando um homem está fisicamente morto, ele não mais responde às coisas físicas como comida, temperatura e dor. Quando um homem está espiritualmente morto, ele não responde às coisas espirituais como Deus, a Bíblia, e a igreja. Deus disse a Adão que desobediência trará a morte (Gên. 2:15-17), morte física (a separação da alma do corpo) e a morte espiritual (a separação da alma de Deus). Em Apoc. 20:14 o inferno está chamado a segunda morte. O que o pecador precisa acima de tudo é a VIDA! 
II. Ele estava deteriorado 
Há três ressurreições mencionadas nos Evangelhos, além da ressurreição do Senhor. Cristo ressuscitou uma menina de doze anos logo depois que ela morreu (Lc. 8:49-56), um mancebo morto por algumas horas (Lc. 7:11-17), e Lázaro que estava na sepultura por quatro dias (João 11). Aqui temos um retrato de 3 tipos de pecadores: 
(1) a menina - as crianças são pecadoras - depravação aberta ainda não vista 
(2) o mancebo - os moços são pecadores - a depravação começa a ser visível 
(3) Lázaro - os adultos são pecadores - a depravação é bem aparente 
O ponto é isto: TODOS OS TRÊS ESTAVAM MORTOS! Uma pessoa não pode ser “mais morta” que outra. A única diferença estava no GRAU de deterioração. Não é verdade em relação aos pecadores hoje em dia? O membro da igreja, que realmente não nasceu de novo mas é uma boa pessoa, não está deteriorada como Lázaro mas ainda está morto em pecados. 
III. Ele estava ressuscitado e dado vida 
Os judeus, amigos de Marta e Maria, só podiam consolar e chorar; somente Cristo podia dar vida a Lázaro. A religião não pode dar vida. Como é que Cristo deu vida? PELA SUA PALAVRA! Foi nesta maneira que Ele ressuscitou todos os três mortos mencionados em cima (veja 5:24 e Ef. 2:1-10). Porque Ele o amou (11:5,36) e porque trouxe glória a Deus (vs. 4). Por estas razões Ele nos salvou! Merecemos morrer e ir para o inferno, mas “pelo seu muito amor com que nos amou” (Ef. 2:4) Ele nos resgatou. (Leia outra vez Ef. 1:3-14 e 2:1-10). 
Lembra-se que salvação não é um grupo de regras; é VIDA (3:14-21,36 ; 5:24 ; 10:10 ; I João 5:10-13). Esta vida é uma pessoa - Jesus Cristo. Quando o pecador morto ouve a voz do Filho de Deus e crê, Cristo dá-lhe a vida eterna (5:25). Rejeitar aquela Palavra significa estar morto para sempre. 
IV. Ele estava desamarrado 
Lázaro teve as mãos e os pés ligados com faixas, e não podia soltar a si mesmo. O crente não deve estar amarrado pela roupa de defunto (vícios, paixões e etc.), mas deve andar na liberdade da nova vida. Leia cuidadosamente Col. 3:1-15 para uma descrição de como o crente deve “despir-se” da velha natureza e “revestir-se” da nova natureza. Não é um bom testemunho para um crente carregar consigo as coisas da velha vida. 
V. Ele testemunhava aos outros 
Nos vs. 11:45 e 12:9-11,17, vejamos que Lázaro causou um tumulto na região. Muitos os viam e criam em Jesus! De fato ele foi um verdadeiro milagre, como CADA crente deve ser. A multidão que reuniu para a entrada triunfal de Jesus a em Jerusalém veio não somente por causa de Jesus mas também para ver a Lázaro. 
João 12:11 dá a impressão que Lázaro ganhava almas para Cristo, o privilégio e o dever de cada crente. 
VI. Ele foi perseguido 
Os judeus odiavam a Lázaro porque ele convenceu outros da divindade de Cristo (12:10-11). Muitos dos principais dos sacerdotes eram saduceus e não creram na ressurreição; e Lázaro foi uma resposta viva aos ensinos falsos deles. Os sacerdotes queriam matar também a Lázaro. (“E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” II Tim. 3:12). Satanás sempre luta contra um milagre vivo. 
VII. Ele teve comunhão com Cristo 
Em João 12:1-2 vejamos Lázaro à mesa com Jesus tomando uma ceia com Ele. Este lugar de que os crentes tem direito - nós os crentes que Deus “vivificou...e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef. 2:56). Lázaro passou muito tempo com Cristo, com isso mostrando sua gratidão pelo amor e pela misericórdia de Cristo. Ele aprendeu lições da Sua Palavra e recebeu novo poder para andar com Cristo e testemunhar. O milagre da salvação nos dá vida eterna; mas temos que ter comunhão com Cristo diariamente para crescer na vida espiritual. 
É interessante notar que a família inteira em Betânia é um tipo da vida cristã. Maria está sempre aos pés de Jesus, ouvindo a Sua Palavra (Lc. 10:38-42) , João 11:32 e 12:3). Marta é um exemplo de SDERVIÇO; ela está sempre ocupada em fazer algo para Cristo. Lázaro dá o exemplo de TESTEMUNHO, o andar diariamente que traz outros a Cristo. Estas três coisas devem estar em nossas vidas cristãs: ADORAÇÃO (Maria), OBRAS (Marta), e o ANDAR COM CRISTO (Lázaro). 
Outras Notas: 
As demoras de Cristo são sempre para o nosso bem e para a Sua glória. As irmãs não podiam entender porque Ele esperou quatro dias, mas Isaías. 30:18 nos dá a resposta “Por isso o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós; e por isso se levantará, para se compadecer de vós, porque o Senhor é um Deus de equidade: bem aventurados todos os que nele esperam.” 
Capítulo 12 
Capítulo 12 
Tema: Cristo é ungido 
Neste capítulo, João escreveu todas as coisas que Cristo fez em seu ministério público antes de morrer na cruz. 
I. Cristo e seus amigos - 12:1-11 
Enquanto os líderes dos judeus planejaram a morte de Cristo (11:53-57), ao amigos dele fizeram uma ceia em sua honra em Betânia. Mc. 14:3, indica que a ceia foi na casa de Simão, o homem leproso que Jesus curou. Marta, a irmã de Lázaro, preparou a ceia mas sem as reclamações que ela fez na última vez que ela serviu a Jesus (Lc. 10:38-42). A outra vez que ela preparou uma ceia para somente quatro pessoas - Cristo, Lázaro, Maria e ela mesma. Agora ela está preparando para servir muito mais pessoas (Cristo, Lázaro, Maria, Simão, Marta, e os 12 apóstolos.), um total de 17 pessoas. A diferença é que ela aprendeu a deixar Cristo tomar conta de sua vida. Já mostramos que Marta é um tipo de trabalho para Cristo; Maria é um tipo de adoração (ela está sempre aos pés de Jesus); e Lázaro é um tipo do nosso comportamento e testemunho. 
O ungüento que Maria usou teve o valor igual o salário dum empregado por um ano naquela época. Maria guardou esse ungüento para servir Jesus. Ela não usou esse ungüento no corpo de seu próprio irmão mas guardou, com amor, para ungir os pés de Jesus. O Judas foi a única pessoa que reclamou e nós bem sabemos os motivos dele em vender o ungüento para mais tarde roubar parte do dinheiro. Cristo defendeu Maria (Ele é o nosso advogado, I João 2:1). “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Romanos. 8:31 (veja também Zacarias 3, onde satanás acusa Josué e Cristo defende.) 
Maria dá um bom exemplo de devoção e devemos segui-lo. Ela deu o seu melhor; ela deu generosamente; ela deu apesar da s críticas; ela deu com amor; Cristo a honrou para sua adoração, (Mc. 14:7) e Cristo a defendeu dos ataques de satanás. 
Evidentemente Judas roubava dinheiro da bolsa para comprar uma casa própria. Veja Atos 1:18; um (campo, significa uma propriedade, um domicílio). Não confunde este campo com o campo que os sacerdotes compraram (com as moedas de prata que Judas devolveu) para um cemitério. Judas planejou aposentar-se; ele ganhou o mundo mas ganhou sua alma. 
II. Cristo e os gentios - 12:12-36 
Na ocasião de seu nascimento, gentios vieram do oriente; agora, com sua morte perto alguns gentios vem outra vez (vs. 20). Porque João os menciona neste momento? Porque o rei agora tem sido rejeitado por Israel! Os judeus disseram, “Quiséramos ver algum sinal” (Mt. 12:38); mas os gentios disseram “Queríamos ver a Jesus” (vs. 21). Felipe tinha um nome grego, então vieram a ele, e ele consultou com André, que também tinha um nome grego. Nota: Sempre quando se acha André no evangelho de João, ele está trazendo alguém para Jesus (1:40-42 ; 6:8-9 ; 12:22). Que exemplo de evangelização! 
No vs. 32 Cristo fala de ser “levantado” na cruz. Em Mt. 10:5 e 15:24, Cristo ensina seus discípulos a evitar os gentios; mas agora ele diz que os gentios serão salvos através da cruz. Cristo é o grão de trigo que tem que morrer antes de dar fruto e dar ao mundo uma oportunidade de ser salvo. 
Foi necessário de Cristo seja levantado para atrair todos (tanto judeu como gentio) a ele. Isso não quer dizer todos os homens sem exceção , mas todos sem discriminação de raça. Cristo fala de novo da “hora” (vs. 23,27). (veja 2:5 ; 7:30 ; 13:1 , e 17:1). É a hora de sua morte, mas ele chama-a a hora de sua glória! Note que Cristo convida qualquer pessoa em vs. 26. Ao pé da cruz, nem judeu, nem grego, tem uma posição especial. “TODOS pecaram...” (Romanos. 3:23,10). 
III. Cristo e as judeus - 12:37-50 
As últimas palavras do ministério público de Cristo (vs. 35-36) foram um aviso forte de crer enquanto tem a oportunidade de salvação. Note o clímax: “Estas coisas disse Jesus; e retirando-se, escondeu-se deles.” (vs. 36). Nos vs. seguintes, João explica porque Cristo se escondeu e porque os judeus foram condenados. 
Os judeus rejeitaram a evidência (vs. 37). A luz tinha brilhado por mais que 3 anos, mas eles ainda recusaram a crer e seguir a luz . Veja os resultados terríveis de rejeitar repentinamente a Palavra de Cristo (vs. 37-41): 
1. Eles não criam nele (vs. 37) ainda que viram os sinais (a evidência que Jesus era o Filho de Deus) 
2. Eles não podiam crer (vs. 39) porque seus olhos eram cegos, e seus corações duros. Deus “cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração” porque rejeitaram a Sua graça. 
Isaías 53:1 profetizou a incredulidade dos judeus, e Isaías. 6:10 a dureza de seus corações. Isaías. 6:10 é citado mais de 6 vezes na Bíblia e cada vez fala de julgamento: Mt. 13:14 ; Mc. 4:12 ; Lc. 8:10 ; João 12:40 ; Atos 2826; e Romanos. 11:8. É um aviso repetido que o ímpio deve crer enquanto tem uma oportunidade. “Enquanto tendes luz, crede na luz!” (12:36). “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” (Isaías. 55:6) 
João apresenta o conflito entre a luz e as trevas. A luz simboliza a salvação, santificação, e a vida; as trevas simbolizam condenação, pecado e a morte. João fala de 4 tipos de trevas: 
a. as trevas mentais - João 1:5-8 , 26 - satanás cega o entendimento do incrédulo ( II Cor. 4:3-6) e ele não pode “ver” (entender) verdades espirituais. 
b. as trevas morais - João 3:18-21 - o incrédulo ama o pecado e aborrece a luz. 
c. as trevas judiciais - João 12:35-36 - se os homens não obedecem a luz, Deus manda as trevas e Cristo se esconde deles. 
d. as trevas eternais - João 12:46 - “permanecer” nas trevas quer dizer viver no inferno. 
No vs. 42-50 João cita Cristo e mostra porque muitos rejeitam a luz. Alguns rejeitam a Cristo por causa de medo dos homens (vs. 42-43). Apoc. 21:8 dá uma lista das pessoas que vão para o inferno e os primeiros na lista são “os ímpios”, os que tem medo. No vs. 48 Cristo diz que rejeitar as Suas Palavras leva a condenação.
Salvação vem através da Palavra (João 5:25); e a própria Bíblia que o homem rejeita hoje “o há de julgar no último dia.” (vs. 48 , Apoc. 20:12). 
Este capítulo encerra o registro do ministério público de Cristo. Ele nos lembra mais uma vez de não fazer pouca coisa das oportunidades espirituais. A luz não vai brilhar mais para sempre ; Cristo um dia se esconderá daqueles que desprezaram a Sua salvação ou a Sua Palavra. (veja Prov. 1:20-33) 
Note! Em João 12:32 a palavra “levantado” não significa “honrado” mas significa a crucificação quando Cristo foi “levantado” numa cruz. Cristo foi “levantado” uma só vez , mas graças a Deus Ele será “exaltado” ou “honrado” na vida de cada crente fiel, em cada igreja verdadeira (Ef. 3:21), e em cada mensagem baseada na Palavra de Deus. 
Capítulo 13 
Capítulo 13 
Tema: Jesus lava os pés dos discípulos 
Fazendo comparação entre João 1:11-12 e 12:36 com João 13:1 é fácil saber que já começamos uma fase nova do Evangelho de João. Cristo “veio para que o que era seu, e os seus não o receberam”. (João 1:12). Agora Cristo não vai mais ministrar publicamente a Israel mas vai reunir secretamente com os seus discípulos. Cap. 13-17 mostram o ministério de Cristo aos seus discípulos. Chamamos isto o “Ministério no Cenáculo”. Há 3 lições importantes em cap. 13 para os crentes: 
I. Uma lição de humildade 
Jesus lavou os pés dos discípulos não para nos deixar uma outra ordenança, mas para nos deixar um exemplo (vs. 15). Nos países orientais são os escravos que lavam os pés dos visitantes em casa; aqui Cristo está assumindo o lugar de um escravo. Ele ensina claramente em vs. 13-16 que os apóstolos devem tratar uns aos outros com muita humildade. Lembra-se que em Lc. 22:24-27 os apóstolos discutiram sobre qual deles séria o maior! 
Em vs. 1-5 vemos um tipo do que Jesus fez quando saiu do céu e nasceu em Belém. Note o tipo: Cristo levantou do seu lugar (Cristo levantou do seu trono no céu); tirou os vestidos (Cristo deixou sua honra e glória no céu e habitou entre nós como um humilde servo); depois de lavar os pés dos discípulos Cristo sentou-se (está sentado a destra do Pai agora porque já completou sua obra). 
Eu acho que Pedro lembrou-se desta lição em humildade muitos anos depois quando ele escreveu I Pedro. 5:56. Há muitos crentes discutindo hoje em dia sobre posições na igreja, e sobre quem é que manda. Eles devem lembrar-se do exemplo de Jesus quando Ele lavou os pés dos discípulos. 
II. Uma lição de santidade 
As palavras de Jesus em vs. 8 são importantes: “Se eu te não lavar, não tens parte comigo.” Há uma diferença entre união com Cristo como um “dos Seus” através de fé, mas o pecado dele quebrara sua comunhão com o Senhor. Há uma diferença entre ser o filho dele e ter comunhão com Ele. Somente quando permitimos Cristo a nos lavar no seu sangue podemos ficar em comunhão com Ele e gozar a sua presença e o seu poder. 
No vs. 10 Cristo faz uma importante diferença entre lavagem e purificação . Este verso significa que a pessoa que já está lavado uma vez para sempre no sangue de Jesus não tem necessidade de lavar nada além dos pés (um tipo do nosso comportamento). O crente está lavado completamente no sangue (Tt. 3:5-6 , I Cor. 6:9-11) mas cada dia deve confessar seus pecados (I João 1:7-10). 
Os sacerdotes do Velho Testamento foram lavados completamente durante sua consagração, mas Deus ainda mandou-lhes lavarem seus pés na pia de cobre antes de entrar no tabernáculo (Êx. 30:17-21). Hoje em dia
Cristo está lavando o seu povo através da sua palavra (Ef. 5:25-26 , João 15:3). O crente que lê a Palavra diariamente, deixa a palavra penetrar no seu coração (Hebreus. 4:12), e depois confessa o seu pecado a Deus está andando na luz (Sl. 119:9). Esta lição não ensina como ganhar ou perder a salvação, mas mostra como ter comunhão com Cristo depois de ser salvo. Alguns crentes que estão ignorantes da palavra fazem o mesmo erro que Pedro fez (v. 9)( e querem ser lavados completamente ou salvos de novo (que é uma impossibilidade, Hebreus. 6:4-6) 
III. Uma lição de hipocrisia 
O Judas Iscariotes estava no cenáculo e Cristo lavou seus pés. Judas fingiu ser um crente mas realmente era hipócrita. Nos vs. 10-11 Jesus mostrou que já sábia quem ia O trair. Judas fez o papel de crente tão bem que nem os outros apóstolos souberam que ele era hipócrita. 
Cristo referiu-se a Sl. 41:9 (vs. 18) para mostrar que a sua traição estava perto. Cristo lavou os pés de Judas e agora Judas vai levantar o seu calcanhar contra Cristo. Judas era um instrumento de Satanás (vs. 2,27). Primeiro satanás planta a semente de fazer o mal e depois ele controla completamente a pessoa que vai fazer o mal. Cristo referiu-se a este vs. (Sl. 41:9) para preparar os seus apóstolos para aguentar sua morte na cruz e não cair na incredulidade. O crente que conhece a palavra está pronto para enfrentar o diabo na sua vida cristã. 
No vs. 21 Cristo falou francamente que um deles ia O trair. Foi uma última advertência a Judas. Cristo lavou seus pés, falou-lhe a Palavra de Deus, e agora diretamente com ele, dando oportunidade para Judas arrependerse e não fazer a traição. 
É muito perigoso ser um homem como Judas. Mc. 14:21 diz “Bom séria para o tal homem não haver nascido”. Judas fingiu ser um crente, brincou com o pecado, e não aceitou Jesus. Qualquer que faz como ele vai acabar desejando nunca ter nascido. Judas escolheu trair o Senhor Jesus e ele está culpado junto com o satanás 
Depois que Judas saiu Jesus falou com Pedro sobre as suas fraquezas. A autoconfiança está perigosa na vida cristã. Devemos andar dia confiando em Jesus, que é a nossa força. 


Capítulo 14 
Tema: O lar da alma 
Os apóstolos estavam com seus corações perturbados porque Cristo já disse que ia partir (13:33) e falou sobre a fraqueza de Pedro, o líder dos apóstolos (13:36-38). Além disso, Cristo falou da traição. Neste ca. Cristo dá conforto aos apóstolos e calma seus corações perturbados. Cristo dá 5 razões porque era necessário para ele ir para o seu Pai. 
I. Preparar-lhes lugar - 14:1-6 
Cristo mostrar que o céu é um lugar real e não só um pensamento ou sonho. É um lar para o crente porque lá habita o seu Pai. A palavra “moradas” mostra que nós vamos permanecer no céu e não só passar pouco tempo lá. Cristo está agora preparando os nossos lugares no céu e logo voltará para nos levar com ele. Foi necessário para Cristo sair do mundo para preparar este lugar tão maravilhoso. 
II. Revelar o Pai neles - 14:7-11 
Filipe gostou muito de ver as coisas. Em João 1:46 o convite dele foi “Vem e vê”. Em João 6 ele viu a multidão e decidiu que foi impossível para Jesus alimentar todos (6:7). Os gregos que vieram a Filipe disseram, “queríamos ver a Jesus”. Quem já viu Jesus já viu o Pai, e em v. 7 disse, “e agora o conheceis”. O mais que conhecemos Jesus e a sua Palavra o mais que conhecemos o Pai. 
III. Dar-lhes o privilégio de oração - 14:12-14 
Enquanto Jesus estava com os apóstolos no mundo, Ele forneceu tudo que os apóstolos precisavam (16:22-24). Agora Jesus vai para o céu deixar com eles o privilégio de oração. Ele promete responder todas as suas orações para glorificar o Pai. Cristo ensina orar “em meu nome” e não no nome de mais ninguém, nem um santo, nem a “Nossa Senhora” 
Em vs. 12 as “obras maiores” refere-se aos milagres e obras do livro de Atos (Mc. 16:20 , Hebreus. 2:4). As obras que nós fazemos hoje em dia são maiores também porque Cristo nos usa, os crentes humanos fracos, para fazer estas obras. Mesmo assim, Ele merece toda honra e glória porque sem Cristo não podemos fazer nada. 
IV. Mandar o Espírito Santo - 14:15-26 
Nos cap. que completam este evangelho, Cristo vai falar muito do Espírito Santo. Aqui Ele chama o Espírito “o Consolador”, que literalmente significa “aquele que fica ao nosso lado para nos ajudar”. Jesus disse OUTRO Consolador, que significa “outro do mesmo tipo” porque o Espírito Santo é Deus como Cristo é Deus . O Espírito habita DENTRO dos apóstolos tomando o lugar do salvador que habitou ENTRE os apóstolos. Em vs. 17 Jesus chamou o Espírito “o Espírito de Verdade” porque este Espírito usa uma palavra para convencer os pecadores e guiar os santos, e a palavra de Deus é Verdade (17:17). O Espírito revela Cristo, e Cristo é verdade também (14:6). O mundo perdido não pode receber o Espírito porque O ganhamos só pela fé e não pelas obras, etc. 
Em vs. 18 Cristo promete não abandonar seus apóstolos. Cristo voltou para eles após sua ressurreição; voltou na pessoa do Espírito Santo depois da sua ascensão, e voltará pessoalmente logo para levar os seus santos para o céu. 
Em vs. 21-26 vejamos que o Espírito Santo vai ajudar os apóstolos a conhecer melhor o Pai. Em vez de ser “órfão” (vs. 18), eles tiveram uma comunhão melhor com o Pai. Esta comunhão depende da obediência a Palavra (vs. 21) e do amor pela Palavra (vs. 24). O crente que gasta tempo estudando a Palavra e vive o que está escrito na Palavra, vai gozar uma boa comunhão com o Pai e com o Filho. O amor para Cristo é uma coisa que consiste somente de palavras na parte do crente, mas também consiste da vida cristã do crente. 
V. Dar-lhes paz - 14:27-31 
Os apóstolos precisavam de paz! A paz que Cristo dá não é como a do mundo. A paz do mundo é temporária e não pode satisfazer, mas a paz que Cristo dá é permanente e satisfaz completamente. Pela sua morte, sua ressurreição, e sua ascensão, Cristo pode oferecer “Paz com Deus” (Romanos. 5:1). Para obter esta paz lê Fil. 4:4-9. 
Em vs. 28 Cristo disse, “O Pai é maior do que eu” e está falando da sua vida na terra, porque no céu Cristo é igual ao Pai. 
Pela sua vitória sobre a morte Cristo venceu também o satanás (vs. 30), o autor da confusão. 
Vs. 31 mostra que a morte de Cristo não foi em erro ou fraqueza na parte de Cristo e o Pai, mas que a cruz é uma prova do seu amor pelo Pai e pela humanidade. Cristo morreu porque o Pai exigiu sua morte para resgatar pecadores perdidos. 
Capítulo 15 

Capítulo 15 
Tema: A videira verdadeira 
Cap. 14 termina com Jesus dizendo, “Levantai-vos, vamos nos daqui”, e os próximos dois capítulos foram falados no caminho ao jardim. Provavelmente Jesus e os seus discípulos passaram perto de um vinhedo ou do templo com suas decorações de videira de ouro, e Jesus deu a parábola da videira e as varas. Este cap. está dividido em três partes: a parábola (1-11), o mandamento (12-17), e a advertência (18-27). 
I. A parábola - 15:1-11 
Tudo que está escrito em uma parábola significa alguma coisa. Uma parábola ensina uma verdade principal. A verdade principal desta parábola é que o crente tem que permanecer em Cristo para produzir fruto. A palavra fruto está usado 6 vezes e a idéia de permanecer em Cristo está usada pelo menos 15 vezes. 
Vs. 6 não está falando do crente porque a vara “não está em Cristo” e vai ser cortada e queimada. A Bíblia ensina que o verdadeiro crente nunca queimara no inferno porque Cristo já sofreu o nosso inferno. Há mais uma possibilidade neste vs. A vara pode ser um crente desviado e a sua obra será provada pelo fogo no tribunal de Cristo e a madeira, feno, e palha serão queimados (I Cor. 3:12). Estas obras queimadas são as obras que o crente faz força da carne para a sua própria honra e glória e não para glorificar a Deus. 
Sendo uma vara da videira significa que estamos unidos com Cristo e permanecemos nEle. O crente carnal pode produzir “obras” mas somente o crente espiritual pode produzir “fruto”. Até as varas boas estão limpas para produzir mais fruto (vs.2). Esta limpeza está feita através da Palavra de Deus (vs.3). Agora sabemos porque um crente dedicado às vezes tem que sofrer algum tempo aqui no mundo. É para castigar e limpar aquele crente fiel, e assim ele vai fazer mais ainda na obra de Deus. O crente glorifica o Pai produzindo fruto, mais fruto (vs.2), e muito fruto (vs.8). As provas do crente fiel que está permanecendo na videira são: o amor do Filho (vs.9). obediência a palavra (vs.10), resposta a oração (vs.7), e gozo (vs.11). 
II. O mandamento - 15:12-17 
Ás vezes o mandamento de amar uns aos outros está chamado o décimo-primeiro mandamento. O amor aos irmãos é uma característica do verdadeiro discípulo. A morte de Cristo na cruz provou o seu amor por nós e agora devemos provar o nosso amor amando Cristo e todos os crentes. Verdadeiros amigos amam uns aos outros e obedecem e ajudam uns aos outros. Cristo não quer a nossa obediência como escravos mas como um amigo. Porque somos amigos de Cristo, nós permanecemos nEle e conhecemos a sua vontade. 
III. Uma advertência - 15:18-27 
Agora Cristo vai falar sobre o aborrecimento do mundo. Porque o mundo aborrece os crentes? 
1. Porque primeiro o mundo aborreceu a Cristo e nós somos dEle (I João 3:13) 
2. Porque nós não somos do mundo (I João 4:5 , João 17:14) 
3. Porque o mundo rejeitou a palavra de Deus (15:20) 
4. Porque o mundo não conhece o Pai (16:1-3) 
5. Porque Cristo revelou o pecado do mundo. 
A palavra “mundo” significa o sistema de sociedade que está contra Cristo e o Pai. O “mundo” tem como seu príncipe o satanás (14:30) que é o inimigo número um de Jesus. Os crentes ainda vivem neste mundo mas não são do mundo. A antiga ilustração do navio e o mar mostra a posição de crente e o mundo.: enquanto o navio está no mar tudo vai bem, mas quando o mar começa a entrar no navio, cuidado! O crente, de necessidade, tem que ficar no mundo algum tempo. Isto não faz mal; ao contrário, ajuda o mundo. Mas quando o mundo começa a entrar no crente faz muito mal porque o crente perde o seu testemunho. 
O crente geralmente deixa o mundo entrar na sua vida pouco a pouco, como fez o Ló no Velho Testamento. O primeiro começa amizade com o mundo (Tg. 4:4), depois vem o amor para o mundo (I João 2:15-17), e finalmente o crente conforma ao mundo (Romanos. 12:2). Nunca esquece de que o mundo aborrece a Cristo e como é que o crente pode amar um mundo assim? 
Vs. 22-24 nos dão o princípio básico que revelação traz responsabilidade. As palavras e as e as obras de Cristo revelam a vontade de Deus e o pecado do homem. A humanidade está sem desculpa. Os judeus e gentios cooperaram na crucificação de Cristo, e é uma prova que todos os homens são pecadores e culpados diante de Deus. 
Para fortificar a fé dos discípulos Jesus refere agora em vs. 25 ao Sl. 69:4. É a palavra de Deus que nos fortifica e anima. Jesus também promete o ministério do Espírito Santo. A obra do Espírito é testificar de Cristo e Ele faz esta obra pela palavra de Deus e pelas obras que os crentes fazem no poder do Espírito. O Espírito testifica ao crente e o crente testifica ao mundo perdido (vs. 26-27). (Lê Atos 1:8). 
Este cap. trata primeiro do relacionamento do crente com Cristo (vs. 1-11), e depois o relacionamento do crente com outros crentes (vs. 1-17), e finalmente temos o relacionamento do crente com o mundo (vs. 18-27). Nosso relacionamento com Cristo amaremos os nossos irmãos e venceremos o mundo. 
Capítulo 16 
Capítulo 16 
Tema: O Consolador 
Neste cap. Cristo fala do ministério do Espírito Santo. Os discípulos não entenderam porque Cristo ia deixa-los sozinhos. Neste cap. Cristo mostra aos discípulos que sua volta ao Pai abrirá o caminho para o Espírito Santo vir e abençoar os apóstolos. A vida cristã depende muito da ajuda do Espírito Santo, porque não vivemos só pela força da carne. Precisamos do Espírito Santo para que possamos glorificar Deus em nossas vidas. Agora vamos notar o ministério do Espírito Santo através do crente. 
I. E Espírito convence o mundo - 16:1-11 
O mundo não é amigo do crente. Cristo mostra aos apóstolos que eles vão sofrer perseguição e que eles tem que ficar firmes apesar de tudo. Antes de converter a Jesus, Paulo era um retrato do vs. 2. Durante o ministério de Jesus ele mesmo cuidou de todos os problemas e as perseguições, mas agora Ele está preparando os apóstolos para enfrentar qualquer problema com a Palavra de Deus . Jesus já falou aos apóstolos da perseguição (Mt. 5:10-12) mas não explicou a fonte desta perseguição (pessoas religiosas) e a razão desta perseguição (a ignorância e o ódio do mundo). 
Agora Jesus explica a obra do Espírito Santo no mundo. O fato do Espírito estar no mundo é uma testemunha contra o mundo, porque realmente Jesus deve estar no mundo como o Rei dos Reis. Mas o mundo o crucificou e agora o Espírito Santo está aqui para convencer o mundo do seu pecado. O Espírito convence o mundo de seu pecado. O Espírito convence o mundo de três coisas: 
1. PECADO - principalmente o pecado de incredulidade. Quem rejeita Cristo já está condenado e é o Espírito quer convence o mundo deste pecado 
2. JUSTIÇA - note que aqui João não está falando da falta de justiça de que cada pecador sofre, mas está falando da justiça de Cristo que foi provado pela sua ressurreição e Sua volta ao pai. A presença do Espírito Santo é mais uma prova que Cristo foi recebido no céu pelo Seu Pai. 
3. JUÍZO - este juízo já está passado e foi feito quando Cristo morreu e ressuscitou (12:31-32 e Col. 2:15). A presença do Espírito Santo no mundo é uma prova que satanás já está julgado e condenado, porque se não fosse assim o satanás estaria controlando o mundo. 
II. O Espírito instrui o crente - 16:12-15 
Com certeza os discípulos sentiram a sua ignorância da Palavra de Deus. Cristo explicou o ministério do Espírito de ensinar a Palavra. Jesus já falou disso em 14:26 e 15:26. A frase “não falará de si mesmo” não significa que o Espírito nunca vai falar de suas obras e do seu ministério, mas significa que o Espírito não vai ensinar nada contrário aos ensinamentos do Pai e do Filho. Nunca vamos achar o verdadeiro Espírito ensinando alguma coisa que não combina com todos os ensinamentos da Bíblia. O Espírito nos ensina a verdade de acordo com a Bíblia e assim glorifica Cristo. 
Qualquer crente que entrega tudo a Cristo pode aprender do Espírito (Sl. 119:97-104). IDADE, EXPERIÊNCIA, E ESTUDOS não são tão importantes como a VONTADE DE APRENDER a palavra de Deus. 
III. O Espírito anima o crente - 16:16-22 
Depois de sabre tudo sobre a crucificação de Cristo e a sua volta para o céu, os discípulos ficaram muito desanimados. Jesus disse em vs. 16, “um pouco e ver-me-eis porque vou para o Pai”. Os discípulos trocaram visão física para uma visão espiritual. Hoje nós vemos Jesus (Hebreus. 2:9) pelo ensinamento da Palavra de Deus, e é o Espírito que nos ensina. 
IV. O Espírito ajuda o crente a orar - 16:23-33 
“Naquele dia! Refere-se ao dia em que o Espírito começou seu ministério entre os crentes. Durante o ministério de Cristo no mundo, os discípulos falaram pessoalmente com Cristo acerca das suas perguntas e suas necessidades. Depois da volta de Cristo para o céu Ele mandou o Espírito para ajudar nas suas orações (Romanos. 8:26-27) e mandou os discípulos orar ao Pai pessoalmente. A verdadeira oração está feita em nome do Filho e com a ajuda do Espírito. Não é necessário para Jesus rogar ao Pai (vs. 26) porque o Pai está disposto a ouvir e responder às suas orações (vs. 27). 
A oração é um grande privilégio. Jesus falou de oração em João 14:13-14 , 15:7 , 15:16. 
Judas, vs. 20, nos manda “orar no Espírito Santo”. Muitas orações estão feitas só na carne e assim nós vamos pedir coisas que não estão na vontade do Pai (Tg. 4:1-10). É bom deixar o Espírito nos ensinar o que devemos pedir (Romanos. 9:1-3). O Espírito conhece a vontade do Pai e assim pode nos ensinar a pedir as coisas que Deus quer nos dar. Orar não é convencer Deus das necessidades, mas é aproveitar o que Deus quer nos dar. 
Cristo dá advertência que os discípulos vão falhar (vs. 32). Até o Pai deu as costas para seu Filho quando Ele foi pendurado na cruz, mas Cristo ainda falou palavras para animar os Seus discípulos em vs. 33, “Tende bom ânimo, eu venci o mundo” 
Capítulo 17 

Capítulo 17 
Tema: A oração de Jesus 
I. Cristo ora para Si mesmo - 17:1-8 
Cristo ora ao Pai pedindo de volta a glória que ele deixou para habitar entre os homens (Fil. 2:1-12). A única vez que aquela glória foi revelada no mundo foi no monte da transfiguração (1:14) (II Pedro. 1:16-18). 
Note a palavra “dar” em vs. 2. (1) O Pai deu o Filho autoridade sobre toda a humanidade (2) O Filho dá vida eterna a (3) todos que o Pai deu ao Filho. Cada crente é um presente de amor do Pai para o Filho (vs. 6,11 e 24). Vida eterna é um dom de Deus; o pecador só tem que recebe-lo pela fé. Depois de aceitar Jesus pela fé, o crente descobre que ele foi dado ao Filho pelo Pai (5:37) 
II. Cristo ora para os seus discípulos - 17:9-19 
A idéia principal nestes vs. é SANTIFICAÇÃO, ou comportamento dos discípulos no mundo. Em vs. 14 Jesus disse que “dei-lhes a Sua Palavra “, e em vs. 17 Ele disse que nós somos santificados pela Palavra que já nos deu. Santificação não significa que o crente está sem pecado, mas significa que cada dia ele fica mais longe do mundo e mais perto do Pai. 
Cristo pede ao seu Pai a guardar os seus discípulos (vs. 11). Este pedido não está falando de perder a salvação, mas que os discípulos “sejam um” como o Pai e o Filho. Cristo pede em vs. 15 para seus discípulos ficarem livres do mal (literalmente O HOMEM MAL). Cristo fé]z tudo isso para seus discípulos durante seu ministério, mas agora está pedindo para o Pai cuidar deles depois da sua volta para o céu. 
Vs. 12 mostra que Judas Iscariotes nunca fez parte dos verdadeiros discípulos porque foi sempre “o filho da perdição”. 
III. Cristo ora para sua igreja - 17:20-26 
O tema aqui é glorificação (vs. 22, “E eu dei-lhe a glória que a mim me deste”). Nos olhos de Deus nós já estamos glorificados, porque Cristo usou verbo passado. (veja Romanos. 8:30). É mais uma prova que o crente está seguro para sempre, porque Deus não faz erros e nos olhos de Deus já estamos glorificados. Cristo ora para que seus discípulos possam ver sua glória. Col. 3:4 diz que vamos participar da sua glória, e Romanos 8:18 diz que esta glória será revelada em nós. 
Em vs. 21 Cristo ora pela unidade da sua igreja. Há uma grande diferença entre unidade (um só em oração e espírito) e união (um só em organização e programas). Cristo não quer que todos os crentes sejam uma só igreja mundial. Há muitas organizações no mundo religiosos que produzem uniformidade mas não podem produzir unidade porque só o Espírito Santo pode unir os crentes. Unidade nas igrejas vem de dentro e não de qualquer coerção exterior. 
Cada crente que morre vai para o céu porque Cristo orou assim, e Deus sempre responde as orações de Jesus (11:41-42). 
Em vs. 26 Jesus promete mais revelações do Pai, e foi o Espírito Santo que fez estas revelações aos apóstolos. Cristo também pediu para os crentes conhecer o amor do Pai diariamente (veja 14:21-24). 
A oração de Jesus tem 3 partes: 
Vs. 1-8 -> SALVAÇÃO - “A vida eterna a todos quantos lhe deste” - PASSADO. 
Vs. 9-19 -> SANTIFICAÇÃO - “Dei-lhes a Tua Palavra” (vs.14) - PRESENTE 
Vs. 20-26 -> GLORIFICAÇÃO - “Dei-lhes a glória” (vs. 22) - FUTURO 
Note as provas maravilhosas da segurança nesta oração de Jesus: 
1. Os crentes são um presente do Pai para o Seu Filho (vs.2) e Deus nunca vai pedir seu presente de volta. 
2. Cristo completou a sua obra. Se fosse possível para o crente perder a sua salvação Cristo não teria completado sua obra. 
3. Cristo não perdeu seu povo durante Seu ministério no mundo e não vai perder ninguém hoje porque é o mesmo Salvador. 
4. Cristo orou para nós chegar no céu e Deus sempre responde às orações do Seu Filho. 
Capítulo 18 

Capítulo 18 
Tema: A agonia de Cristo e seu julgamento 
I. A apreensão de Jesus - 18:1-14 
Jesus ficou em Getsêmani de propósito porque já sábia o que Judas estava fazendo (13:1-3 , 6:6). É interessante que Cristo, o segundo Adão, foi apreendido num jardim, porque o primeiro Adão falhou e pecou no jardim. Adão ficou escondido, mas Cristo não se escondeu de ninguém. 
Neste capítulo chamamos Judas com os inimigos de Jesus, mostrando o que eles realmente era. Um homem sempre segue o seu coração e o satanás já tomou do coração de Judas. 
Note o poder do nome de Jesus “Eu Sou” em vs. 6. Mais uma prova que Jesus é Deus, porque este nome está usado por Deus Pai no Velho Testamento. Este nome que salva o pecador (17:6) é o mesmo que condena o incrédulo. 
Em vs. 8 Jesus está querendo livrar seus apóstolos do perigo, mas o Pedro decidiu lutar em vez de sair (vs.10). Que pena que Pedro tomou tanto tempo para aprender obediência. Em tudo, nós devemos obedecer a palavra de Deus. 
Vs. 9 nos mostra que Jesus protege as nossas almas e os nossos espíritos (17:12). Nossas almas já estão completamente salvas, e no dia da nossa glorificação nossos corpos serão transformados e feitos iguais ao corpo de Jesus depois da sua ressurreição. 
Quando Pedro usou a espada ele desobedeceu a Cristo. Cristo não precisa da nossa proteção. As armas que nós usamos para lutar contra satanás são espirituais (II Cor. 10:4-6 . Ef. 6). Pedro usou a arma errada com o motivo errado e o resultado foi errado. Jesus curou Malco (lc. 22:51) para mostrar a sua grande misericórdia. 
II. A negação de Cristo por Pedro - 18:15-27 
Agora nós vamos ver as falhas de Pedro. No cenáculo ele jactou-se três vezes que nunca deixaria Jesus (Mt. 26:33,35 e João 13:37). No jardim Pedro dormiu 3 vezes em vez de orar como Jesus mandou (Mc. 14:32-41). Depois de negar Jesus 3 vezes, ele foi obrigado por Jesus a confessar o seu amor 3 vezes (João 21). No jardim Pedro foi vencido pela fraqueza da sua carne e agora está vencido pela pressão do mundo. É muito importante vigiar e orar. 
Não sabemos quem é o “outro discípulo” de vs. 15. Possivelmente Nicodemos ou José de Arimatéia. Seja quem for, ele ajudou na falha de Pedro entrou na sala do sumo sacerdote em vez de fugir como Jesus já disse. Pedro seguiu o caminho de Sl. 1:1. Ele andou segundo o conselho dos ímpios, ficou no caminho dos pecadores, e finalmente sentou-se na roda dos escarnecedores. Enquanto Cristo sofria, Pedro aquentou-se e não sofreu nada. 
III. A rejeição de Cristo - 18:28-40 
Anás e Caifás, os líderes religiosos dos judeus, eram sócios nos muitos negócios do templo e odiaram Jesus porque duas vezes ele expulsou os vendedores do templo. Eles parecem muito com alguns chamados “líderes espirituais” hoje em dia que estão lesando o povo e não ajudando ninguém com seus chamados milagres. 
O julgamento de Jesus era injusto e ilícito. Cristo foi julgado à noite e os juizes já foram persuadidos da culpa dele. Eles pagaram falsos testemunhas e maltrataram Jesus antes que ele foi oficialmente condenado. 
Começando em vs. 33 nós achamos que Pilatos era covarde. Ele fez tudo para agradecer os judeus e finalmente mandou crucificar Jesus para “satisfazer a multidão” (Mc. 15:15). Haverá muitos pecadores no inferno porque eles temeram os homens mais que Deus. 
Cristo explica a natureza espiritual do seu reino e diz a Pilatos em vs. 36, “O meu reino não pé deste mundo”. Os judeus rejeitaram Jesus e foi impossível estabelecer seu reino durante seu ministério no mundo. Um dia Jesus voltará para estabelecer seu reino no mundo (Mt. 6:10). 
A pergunta de Pilatos em vs. 38, “Que é a verdade?”, está ainda perguntada hoje em dia. Em 14:6 Jesus disse, “Eu sou a verdade”. 17:17 diz que a “Tua palavra é a verdade”. I João 5:6 diz que “O Espírito é a verdade”. É claro que não existe verdade em outras coisas, só nas coisas de Deus. 
O mundo sempre escolhe errado nas coisas espirituais, e aqui o mundo escolheu um salteador e assassino e mataram o Senhor Jesus. Os judeus rejeitaram o seu Messias, mas um dia vão aceitar o anti-cristo e o falso profeta (5:43). 
Os homens rejeitaram Cristo por várias razões. Judas rejeitou Jesus porque escutou o satanás, e Pilatos porque escutou o mundo. 
Em vs. 39 Pilatos mostrou seu conhecimento dos costumes religiosos; mas que pena que ele não conheceu o Salvador. Há muitos no mundo hoje que observam todos os feriados religiosos e todos os costumes da sua religião mas não conhecem o Cristo de Deus. 
Capítulo 19 
Capítulo 19 
Tema: Os fiéis ao pé da cruz 
I. Cristo está zombado - 19:1-22 
Pilatos tentou satisfazer os judeus acoitando Jesus quase até a morte, mas os seus corações eram duros (12:40), e eles ainda clamaram para matar Jesus . 
Os judeus acusaram Jesus de quebrar sua lei porque Ele disse que era Deus (10:33). O fato é que Cristo provou muitas vezes que era Deus pelos seus milagres e sinais. Ainda hoje o pecador com coração duro rejeita Jesus e a sua salvação. 
Porque Jesus respondeu à pergunta de Pilatos em vs. 9? Pilatos já sábia a verdade e não aceitou , e Deus não revela mais verdade até obedecer a verdade que já temos. As palavras de Pilatos em vs. 10 foram a sua própria condenação. Ele teve autoridade para soltar Cristo e já sábia que Ele foi inocente (198:4). Então, porque não soltou o Salvador? Cristo repreendeu Pilatos e fez lembrar que todo poder vem de Deus (Romanos 13:1 , Prov. 8:15-16). Apesar de estar nas mãos de Deus o poder, o Pilatos ainda estava estava responsável pelos seus atos (lc. 22:22 , João 19:11). 
Em João 6:15 os judeus quiseram fazer Jesus o seu rei. Em 12:13, eles saudaram Jesus como “rei de Israel”. Agora em vs. 12 eles preferem o César. Aqui encontramos a terceira crise no evangelho de João. Pilatos teve a palavra final porque ele escreveu este título para a cruz: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. O prisioneiro naquela época sempre andava com a sua acusação no seu pescoço durante o julgamento, e depois esta placa foi pregada na cruz. O único crime de Jesus era ser um verdadeiro rei. 
II. Cristo crucificado - 19:23-30 
João só escreveu três das sete frases que Jesus falou na cruz. João escreveu dos soldados sorte para a túnica de Jesus (Sl. 22:18), e oferecendo o vinagre (Sl. 69:21), e furando seu lado sem quebrar seus ossos (Sl. 34:20). 
Quando Jesus deu sua mãe Maria a João para cuidar, Ele quebrou todos os laços com a terra e com a sua família. 
Quando Jesus disse “Tenho sede”, Ele falou de sede física e espiritual porque estava sofrendo o nosso inferno. Ele teve sede para que o crente nunca tivesse sede espiritual. “Está consumado” é uma palavra só no grego (tetelestai) e foi uma palavra usada pelos comerciantes para dizer que o “preço está pago”. Servos usaram esta palavra depois de completar seu trabalho, e Cristo, o Servente Obediente, completou a obra que o pai lhe deu. Cristo deu a sua vida para seus amigos.

III. O sepultamento de Cristo - 19:31-42 
Os judeus obedeceram as suas leis (vs.31), mas ainda eram tão cegos que mataram Aquele que deu a lei e que cumpriu a lei. Os soldados não quebraram as pernas de Jesus porque Ele já tinha morrido. Cristo não desmaiou, mas sim morreu. O sangue e a água que saíram do Seu lado mostram os dois lados da salvação; o sangue para pagar a penalidade do pecado e a água para nos lavar e purificar. Os dois lados devem sempre estar presentes na vida do salvo. Quem é salvo deve andar no mundo com seu comportamento limpo. 
Em vs. 35 mostra que o João deixou Maria na sua casa e voltou para a cruz para presenciar as últimas horas de vida de Jesus. Cristo foi mais importante que Maria. 
Deus preparou dois homens importantes, Nicodemos e José de Arimatéia, para enterrar o corpo de Jesus. Geralmente os corpos dos crucificados foram jogados no vale de Gehenna onde foi queimado o lixo da cidade. Isaías. 53:9 promete que Jesus séria sepultado com os ricos. Nicodemos e José saberam do Velho Testamento sobre a morte de Jesus e já prepararam o sepulcro e as ervas para seu sepultamento. Provavelmente José comprou este túmulo só para o sepultamento de Jesus, porque nenhum rico queria ser sepultado perto do lugar onde os criminais foram crucificados. 
Capítulo 20 
Capítulo 20 
Tema: A ressurreição de Cristo 
João escreve das três vezes que Jesus apareceu depois da sua ressurreição. Cada aparência teve um resultado diferente nas vidas das pessoas que encontraram com Jesus. 
I. Maria viu o Senhor - 20:1-8 
Cristo expulsou sete demônios de Maria (Lc. 8:2) e ela O amava muito. Maria pensou que alguém roubou o corpo de Jesus e correu para avisar Pedro e João. Eles logo visitaram o túmulo. 
Chegando ao túmulo eles viram os lençóis mas o corpo não estava mais aí. Os lençóis foram deixados cuidadosamente nos seus lugares e não como um ladrão os deixaria. Jesus simplesmente passou pelos lençóis como ;ele também passou pela pedra que selou o Seu túmulo. Vs. 8 nos diz que os homens creram por causa das provas do túmulo. Mais tarde quando Jesus apareceu outros creram, e depois muitos creram das Escrituras. Em qualquer coisa espiritual há três provas que podemos confiar: (1) As provas que dá (2) A Palavra de Deus (3) experiência pessoal. 
Maria esperou perto do túmulo e encontrou com Jesus. Muitas vezes nós devemos esperar (Isaías. 40:31) para receber uma benção de Deus. Maria viu dois anjos dentro do túmulo mas achou que eram dois homens que roubaram o corpo de Jesus. Ela estava chorando tanto que nem percebeu que era Jesus que falou com ela. Jesus a chamou pelo nome e ela finalmente percebeu que era Jesus. 10:3-4 diz que o Bom Pastor chama as suas ovelhas pelo nome e as ovelhas conhecem a sua voz (Isaías. 43:1) 
Vs. 17 indica que Jesus subiu ao céu naquela manhã para apresentar a sua obra feita ao Pai. Depois de encontrar pessoalmente com Jesus, Maria saiu com alegria para espalhar as boas novas. 

II. Os discípulos verão o Senhor - 20:19-25 
Já encontramos duas vezes a palavra “o primeiro dia da semana” (20:1,19). É o domingo e não o sábado. O sábado dos judeus era o sétimo dia e era a figura de descanso de trabalho - LEGALISMO. Domingo é o dia do Senhor, o primeiro dia da semana, e é a figura de vida e descanso antes de trabalho - GRAÇA. Cristo passou pelas portas fechadas e trouxe paz aos homens medrosos. Duas vezes Ele deu paz, vs. 19-21. A primeira paz é PAZ COM DEUS baseada no sacrifício de Cristo na cruz; assim Jesus mostrou-lhes as suas mãos e seu lado. A segunda paz é a PAZ DE DEUS que nós gozamos pela presença de Deus conosco (Fil. 4). Jesus mandou os discípulos saírem como embaixadores do Pai (17:15-18). 
Quando Jesus assoprou sobre eles, Ele deu-lhes poder como o Pai deu vida e poder em Gên. 2:7. A Palavra de Deus é inspirado por Deus que Deus assoprou sobre os escritores e as suas palavras tornaram-se a Palavra de Deus (II Tim. 3:16). Jesus também, deu o Espírito Santo no dia de Pentecostes para ajudar neste trabalho tão importante. O poder que foi dado em vs. 23 não é para hoje senão na pregação do evangelho que dá a todos os homens a oportunidade de salvação. Realmente não temos exemplo no Novo Testamento de um apóstolo que perdoou pecado. Pedro (Atos 10:43) e Paulo (Atos 13:38) mostraram Jesus aos homens. Os discípulos daquela época tiveram privilégios especiais, principalmente nos primeiros cap. de Atos, mas nós não temos estes mesmos privilégios hoje em dia (I Cor. 13:8) 
III. Tomé viu o Senhor - 20:26-31 
Tomé não estava presente na reunião quando Jesus apresentou-se aos discípulos. Perdemos muitas bênçãos quando faltamos nos cultos. Tomé disse, “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos e não meter o dedo no lugar dos cravos, e não meter a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.” Há muitos no mundo de hoje em dia como Tomé. 
Na próxima reunião, no domingo, Jesus apareceu a todos os discípulos, incluindo Tome. Jesus mostrou sua misericórdia e amor e Tomé esqueceu completamente de exigir as provas. O testemunho dele merece nossa atenção: “Senhor meu, e Deu meu.” Jesus disse que nós estamos bem-aventurados hoje em dia porque cremos sem ver. 
Agora note as três aparências de Jesus e os seus resultados. Maria mostrou seu AMOR porque quis cuidar do corpo de Jesus. Jesus restaurou a ESPERANÇA dos discípulos. Eles já perderam sua esperança e estavam reunidos numa sala com temor. Jesus fortificou a FÉ de Tomé quando provou para ele a sua ressurreição. 
Aqui achamos as três coisas mais importantes na vida do crente - fé, esperança, amor. Porque Jesus vive hoje, a nossa fé está segura (I Cor. 15:17). Porque Cristo ressuscitou dos mortos, nós temos uma esperança viva ( I Pedro. 1:3). E I Pedro. 1:8 diz, “Ao qual, não havendo visto amais.” 
Em vs. 30 e 31 João fala do propósito do seu evangelho, “Para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome.” 
Neste evangelho já encontramos muitas pessoas incrédulas que receberam vida eterna em Jesus: 
(1) Natanael 1:50 , 
(2) os discípulos 2:11 , 
(3) os samaritanos 4:39 , 
(4) o régulo 4:50 , 
(5) o cego 9:38 , 
(6) Marta 11:27 , 
(7) os judeus que viram Lázaro ressuscitar 12:11 e 
(8) Tomé 20:28. 
Todos testemunharam do mesmo fato, “Eu creio”. 
Capítulo 21 

Capítulo 21 
Tema: O epílogo do Evangelho de João 
Especialmente neste cap. achamos a reconciliação entre Jesus e o Pedro. 
I. Uma noite de derrota - Pedro pescando - 21:1-3 
Pedro renunciou tudo e voltou a pescar. Ele renunciou tudo para seguir o Senhor Jesus (Lc. 5:1-11) e agora está devolta à vista do pescador. Tudo que lemos acerca daquela noite fala de derrota: 
(1) Está escuro, que quer dizer que Pedro não estava andando na luz. 
(2) Ele não recebeu nenhuma ordem para fazer o que fez - desobedecer. 
(3) Tudo que fez aquela noite falhou, como sempre acontece quando não obedecemos o Senhor. 
(4) Ele não reconheceu Cristo, que mostra que sua visão espiritual era muito fraca. 
(5) Pedro influenciou outros 6 homens a desobedecer. 
Deus não abençoa somente quando estamos fiéis e obedecemos a Palavra. “Sem mim nada podeis fazer” (15:5). Há muitos crentes que gastam muito tempo, dinheiro, e força para nada, porque suas atividades não tem base nas Escrituras. É melhor esperar a orientação do Senhor e receber as suas bênçãos do que entrar numa obra da nossa escolha e falhar. 
II. Uma manhã de decisão - Pedro festejando - 21:4-17 
Depois que Cristo aparece a pesca vai muito melhor e eles pegaram muitos peixes. Só alguns minutos de trabalho com Cristo produziu mais que a noite todo trabalhando só na carne. É interessante notar que um milagre semelhante aconteceu no princípio do ministério de Pedro. 
LUCAS 5 LUCAS 21 
1. Uma noite de derrota 1. Uma noite de derrota 
2. Não sabemos o número de peixes 2. 153 peixes v.11 
3. A rede quebrou 3. A rede não quebrou 
4. Cristo ficou no barco 4. Cristo ficou na terra
Aconteceram outros milagres neste capítulo: Pedro foi dado a força para puxar uma rede que nem 7 homens juntos poderiam puxar (vs.6,11). O fogo e a refeição foram produzidos milagrosamente por Jesus. 
Tudo que Jesus fez foi para chamar a atenção de Pedro e abrir seus olhos espirituais. Os peixes fizeram Pedro se lembrar de que ele já deixar tudo e seguir a Jesus; o fogo o fez lembrar da sua negação de Jesus (18:18). O mar da Galiléia o fez lembrar dos milagres que Jesus fez, a multiplicação dos pães, quando ele andou nas águas com Jesus achando a moeda na boca do peixe, acalmando a tempestade, etc. 
Pedro negou três vezes publicamente e agora Jesus exige que Pedro declare seu amor publicamente três vezes. Depois disso Jesus deu Pedro uma comissão. Agora Pedro não é somente um pescador de homens, mas também um pastor de ovelhas (vs. 17) (I Ped. 5). Todos os crentes são pescadores de homens mas alguns estão chamados para ser pastores e cuidar e alimentar as ovelhas. 
III. Um dia de dedicação - Pedro seguindo - 21:18-25 
Há uma diferença entre um filho e Deus (um salvo) e um discípulo de Deus (um salvo obediente). Nem todos os crentes são discípulos. Quando Pedro pecou ele não perdeu a sua salvação, mas perdeu a sua comunhão. 
Cristo falou com Pedro sobre a cruz (vs. 18) mostrando que um dia Pedro séria crucificado (II Pedro. 1:12-14). 
Mais uma vez Pedro erra e começa a falar sobre João (vs. 21). Nós devemos olhar só para Jesus (Hebreus. 12:12) e não é a nossa responsabilidade descobrir a vontade de Deus para outras pessoas. Devemos seguir a Cristo (vs. 22). 
João fecha seu Evangelho dizendo que o mundo não podia conter os livros se tudo fosse escrito acerca da vida de Jesus. Os quatro evangelhos só apresentam 4 aspectos diferentes da vida de Jesus e não a sua vida completa. 
Nós só encontramos Pedro sendo usado em Atos porque ele reconciliou com Cristo em João 21. Deus usa o crente que está em comunhão com Seu Filho Jesus Cristo. 
 
Autor: Pr Eduardo Kittle  Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos - Março 2002